A história do dinossauro brasileiro que foi destruído no incêndio

Esqueleto que estava em exposição do Maxakalisaurus topai

Esqueleto que estava em exposição do Maxakalisaurus topai Renato Luiz Ferreira/Estadão Conteúdo – 03.09.2018

O Museu Nacional pegou fogo e todo o acervo histórico e científico foi queimado no último domingo (2). Entre os itens em exposição estava o maior dinossauro que existiu no Brasil, a espécie Maxakalisaurus topai.

A descoberta paleontológica ocorreu no município de Prata, no Triângulo Mineiro, em 1998. O esqueleto de 13 metros de altura era de um dinossauro que viveu há 80 milhões de anos e pesava 90 toneladas.

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O Museu Nacional colocou o dinossauro brasileiro em exposição pela primeira vez em 29 de agosto de 2006. Com a falta de manutenção, uma manifestação de cupim atacou a base de madeira que sustentava o esqueleto. Por isso, a sala dos dinossauros foi fechada em 2017 e os ossos do Maxakalisaurus topai mantidos em caixas fechadas.

Em maio deste ano, uma vaquinha online arrecadou R$ 50 mil para reabrir a sala. As 370 pessoas que contribuíram foram convidadas para cerimônia a reabertura e ganharam brindes como agradecimento do Museu Nacional pela doação.

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O sucesso da campanha online fez os diretores do museu planejarem a mesma iniciativa para reabrir a sala da baleia jubarte, que possuía ossos inteiros e originais encontradas em Parati (RJ), e estava fechada há 20 anos. 

Tanto os ossos do dinossauro brasileiro quanto da baleia foram danificados pelas chamas e não se sabe ainda se alguma parte poderá ser recuperada.

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