Agente do FBI fala sobre batida em casa de luxo de El Chapo

Desenho mostra El Chapo em seu julgamento na corte federal do Brooklyn (EUA)

Desenho mostra El Chapo em seu julgamento na corte federal do Brooklyn (EUA) Jane Rosenberg / Reuters

O julgamento do narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán, em uma corte federal dos EUA em Nova York, foi retomado nesta segunda-feira (7), com o depoimento de José Moreno, ex-agente do FBI que trabalhava no México.

Ele deu detalhes sobre uma operação policial que, por questão de minutos, não prendeu Chapo em 22 de fevereiro de 2012. Ele estava em uma casa de luxo no resort de Cabo San Lucas, no México, e fugiu pouco antes de o imóvel ser invadido. O chefão estava foragido desde sua fuga da cadeia em 2001.

A acusação mostrou fotos de diversos objetos atribuídos ao traficante, como cadernos com anotações que pareciam uma lista de pendências para resolver.

As notas incluíam itens como “3 toneladas de maconha”, armas que deveriam ser compradas, pagamentos a serem feitos. Várias roupas, bonés, calçados e até perfumes de Chapo foram encontrados no local.

Circunstâncias suspeitas

Segundo o depoimento de Moreno, a informação sobre a presença de Chapo no local foi dada com antecedência à polícia mexicana e a operação aconteceu em circunstâncias no mínimo suspeitas.

No dia da invasão, que seria feita em conjunto entre o FBI e os policiais locais, os mexicanos apareceram com duas horas de atraso. Eles também esqueceram de cobrir a porta dos fundos da residência, por onde o traficante escapou.

A defesa de Guzmán perguntou a Moreno porque não havia nenhuma pista sobre ele no local, como amostras de DNA e digitais. Ele explicou que os policiais mexicanos ficaram responsáveis pela preservação da cena.

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