Após boatos sobre greve, postos de combustíveis têm filas em Porto Alegre

Após boatos sobre greve, postos de combustíveis têm filas em Porto Alegre Crédito: Felipe Samuel / Especial / CP

Após boatos sobre greve, postos de combustíveis têm filas em Porto Alegre Crédito: Felipe Samuel / Especial / CP Correio do Povo

* Com informações do repórter Felipe Samuel O temor de um novo período de desabastecimento provocou filas em postos de gasolina em algumas regiões de Porto Alegre. Na noite de domingo, filas se formaram a partir das 20h na maioria dos postos de combustível. Preocupados com a possibilidade de enfrentar novo racionamento, clientes encararam a garoa fina que atingiu a cidade na noite de domingo para abastecer os veículos. Na avenida Ipiranga, onde há grande número de postos, as filas chegavam a se estender por cerca de 50 metros. Na avenida João Pessoa, a cena se repetiu, com dezenas de carros se avolumando no lado direito da pista para abastecer os veículos. Após ouvir boatos em redes sociais, o agente funerário Clodoaldo de Souza decidiu correr em busca de um posto de combustível para encher o tanque do carro. E lembra que na greve dos caminhoneiros chegou a ficar uma semana sem trabalhar. “Tenho medo de ficar sem combustível e parar minha vida em função disso, pois utilizo o carro para ir trabalhar. Por isso completei o tanque”, observa. “Já aconteceu na outra vez de ficar sem poder trabalhar em função da falta de combustível. Tive prejuízo da outra vez, agora não vou ter prejuízo de novo”, acrescenta. Mesmo com o aumento inesperado da demanda, os postos de combustíveis mantêm as reservas em níveis normais. Áudios em circulação no WhatsApp anunciando nova paralisação geral dos caminhoneiros após o feriado do Dia da Independência, devido ao não cumprimento pelo presidente Temer das medidas anunciadas na greve geral de maio passado, criaram instabilidade e apreensão no fim de semana. Boato ou não, notas oficiais, entre as quais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e da União dos Caminhoneiros do Brasil (UDC), e Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) trouxeram informação mas não eliminaram desconfianças sobre a possibilidade de a greve acontecer.

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