Beija-flor-de-gravata-vermelha ilustra capa de livro e é considerado especial pelo autor

Luiz Carlos Ribenboim viu a ave pela primeira vez, por meio de uma fotografia na internet, e posteriormente pôde observar e registrar a ave de pertinho.

Cada registro da natureza carrega uma história, um valor e diversos sentimentos. A fotografia tem a capacidade de eternizar o momento presente e, em muitas situações, torna-se um grande troféu para os autores.

Ao fotografar as aves e a natureza, acabamos criando um acervo não apenas pessoal, mas coletivo, de extrema importância também para pesquisadores, cientistas, biólogos, e ainda colaboramos para a preservação de espécies.

O beija-flor-de-gravata-vermelha (Augastes lumachella) é uma das estrelas do livro “Beija-flores do Brasil” e se destaca logo na capa da publicação. Não à toa, o registro é considerado um dos mais especiais para o autor Luiz Carlos da Costa Ribenboim.

O primeiro contato de Ribenboim com o gravata-vermelha foi ainda virtual, por meio de fotografias que encontrou na internet, feitas pelo biólogo Rolf Grantsau. “Achei tão lindo que lembro que custei a acreditar que era de verdade.”

Em 2013, no município de Lençóis (BA), na Chapada Diamantina Ribenboim, avistou a ave pela primeira vez, na companhia dos observadores Rafael Fortes e Ciro Albano. “Ciro tinha um ponto bom para ver o gravatinha e ficamos por lá durante dois dias. Fiz algumas fotos legais e, claro, fiquei com um gostinho de quero mais.”

Em janeiro deste ano, Ribenboim foi a Mucugê (BA) com os colegas Geiser Trivelato e Thalison Ribeiro, atrás de mais um encontro com o beija-flor-de-gravata-vermelha.

“Em Mucugê, vimos o desejado beija-flor-de-gravata-vermelha, o beija-flor-marrom e o beija-flor-vermelho. Foi bem legal, mas não consegui uma única foto realmente boa do gravatinha nas flores, apenas empoleirado”.

O apego ao lugar foi tanto que o fotógrafo resolveu produzir um folder com as espécies de beija-flores que havia registrado na cidade, somando também alguns registros feitos pelos outros colegas. Cerca de dois mil folders foram impressos e pelo menos 800 destes foram entregues à população de Mucugê.

“Retornamos à cidade e o legal foi que o beija-flor-de-gravata-vermelha me permitiu fazer inúmeras fotos lindas dele”, lembra Ribenboim. “Outra grande surpresa foi o Geiser ter encontrado um ninho com a mamãe beija-flor em cima dos filhotinhos. Fiquei com a sensação de que os folders distribuídos na cidade tiveram alguma coisa a ver com o fato de o gravatinha ter se mostrado tão bem desta vez.”

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