Caixa d’água corre risco de cair sobre sala de aula, alerta escola estadual

Funcionários da Escola Estadual Professor José Mendes Martins denunciam a precariedade das condições estruturais do colégio, localizado no bairro Maringá, em Várzea Grande. A unidade escolar sofre com problemas graves de hidráulica, sendo que uma caixa d’água enferrujada corre risco de cair.

 

De acordo com a diretora da escola, Rosaura Zozima, a condição preocupante da unidade segue desde quando ela assumiu a diretoria, em 2017. Na época, ela chegou a protocolar um dossiê para a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT) listando todos os problemas de estrutura.

 

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“É mais fácil dizer o que funciona aqui. A situação, a estrutura da escola necessita de muita coisa. O mais critico e que causa a maior preocupação pela equipe gestora é a caixa d’água. A caixa d’água corre risco de ceder, está toda enferrujada”, descreve a diretora.

 

Com a estrutura debilitada pela ferrugem, a caixa d’água corre o risco de cair, inclusive sobre uma sala de aula que fica próxima. Segundo a diretora, mais de 800 alunos estudam no local no período matutino, divididos entre 13 salas de aula do 4º ao 9º do Ensino Fundamental.

 

Na cozinha, os funcionários precisaram fazer uma “gambiarra” com garrafas PET, para poder escoar a água da pia na caixa de gordura. Além disso, a escola precisa de reparos na parte elétrica, esgoto e climatização.

 

A diretora ainda informa que até mesmo o Ministério Público Estadual chegou a apurar o caso. De acordo com o inquérito civil, assinado pelo promotor de Justiça José Mariano de Almeida Neto, o relatório técnico de inspeção sanitária aponta os diversos reparos que a escola deve passar.

 

“Devem ser realizadas as trocas dos filtros dos bebedouros; a manutenção e o reparo do forro; a troca das portas danificadas; a limpeza dos ventiladores e dos condicionadores de ar; o reparo das paredes que possuem infiltração; a manutenção da caixa d’água; o reparo e a manutenção da pia e dos azulejos da cozinha e dos banheiros; o reparo e a manutenção do freezer; a identificação dos produtos fracionados, o prazo de validade e a data de fabricação, entre outros reparos e manutenções essenciais para as boas condições sanitárias da unidade escolar”, diz trecho do inquérito, de maio de 2018.

 

Outro lado

 

Segundo a assessoria da Seduc, a escola solicitou uma verba emergencial no valor de R$ 56.521,00 para reparos na caixa d’água, que já está em fase de aprovação. Além disso, o colégio recebeu este ano três parcelas do Projeto Político Pedagógico (PPP), para custear outras despesas.

 

Veja a nota na íntegra

 

A respeito da Escola Estadual José Mendes Martins, localizada no Jardim Maringá II, em Várzea Grande, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que:
A escola solicitou verba emergencial no valor R$ 56.521,00 para reparos na caixa d’água e sistema hidráulico. A solicitação está em fase de aprovação.
Além dessa verba, a escola recebeu, este ano, três parcelas do repasse do Projeto Político Pedagógico (PPP). O recurso, depositado na conta do Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar (CDCE), é destinado para custeio e capital.
O recurso de custeio é destinado para cobrir despesas relacionadas à aquisição de materiais de consumo, como de expediente, de limpeza e de construção, e contratação de serviços, como manutenção de hidráulica, elétrica e jardinagem. Já o recurso para capital deve ser empregado na aquisição de materiais permanentes, como eletrodomésticos, computadores, geladeiras e mobiliários.
Nesta terceira parcela desse ano também estão inclusos recursos da verba para de internet e manutenção de infraestrutura física, com isso, as unidades escolares podem fazer pequenos reparos de imediato.

 

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