Câmara de Artur Nogueira arquiva denúncia para abertura de CP contra presidente da Casa


Vereador Luiz Rodrigo de Faveri (PTB) apresentou o documento no plenário após se envolver em briga com o presidente da Câmara no dia 16 de agosto. Por 6 votos a 5, pedido foi negado. A Câmara dos Vereadores de Artur Nogueira
Reprodução / EPTV
Por seis votos a cinco, o plenário da Câmara Municipal de Artur Nogueira (SP) votou contra o prosseguimento da denúncia do vereador Luiz Rodrigo de Faveri (PTB) que pedia abertura de Comissão Processante contra o presidente da Casa, Ermes Rodrigues Dagrela (PR). A votação ocorreu na noite desta segunda-feira (10).
Faveri e Dagrela se envolveram em uma briga em frente ao prédio da Câmara, no dia 16 de agosto, após suposta discussão sobre a concessão do serviço de água e esgoto da cidade. Um vídeo mostra o momento após a confusão.
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Para a abertura da CP eram necessários os votos de oito dos 11 vereadores. Com o resultado desta segunda, a denúncia foi arquivada.
O caso
O presidente da Câmara dos Vereadores, Ermes Rodrigues Dagrela (PR), o filho dele, Ermes Rodrigues Gama, e o vereador Luiz Rodrigo de Faveri (PTB) se envolveram em uma briga em frente ao prédio da Câmara.
A briga só foi encerrada após intervenção de moradores que passavam pela região. A Guarda foi ao local e os três foram levados para a delegacia, onde apresentaram versões diferentes sobre o caso.
Luiz Rodrigo e o filho do presidente da Câmara ficaram feridos após a briga. À EPTV, o parlamentar do PTB afirmou que foi abordado quando deixava o prédio do Legislativo de motocicleta. “Estava saindo ele com o pai dele. Ele deu sinal, tirei o capacete, desci da moto. No que eu desci, o pai dele [presidente da Câmara] veio e já meu um soco no rosto. Eu não revidei, porque ele é um senhor, uma pessoa de idade, a minha reação foi me proteger, no momento que me protegi o filho dele começou a me agredir”, alega o vereador Luiz Rodrigo.
O presidente da Câmara não gravou entrevista. Por telefone, o filho dele se defendeu. “Eu tava conversando com um funcionário da Câmara, aí veio ele [Luiz Rodrigo]. Veio falar sobre o meu pai, tudo, que não tinha medo da gente. Aí, ele passando de moto na frente, apontei para ele, e falei assim: ‘Meu está aqui. Fala na cara dele’. Aí ele desceu da moto e começou a falar, ofender o meu pai verbalmente. Aí deu nisso, deu empurrão lá, e aconteceu isso. Eu tive que ajudar meu pai.”
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