Cantor Luciano desce do palco de show de 1º de Maio e abraça deficiente; veja vídeo

Dupla Zezé di Camargo e Luciano se apresenta com outros sertanejos na festa do Dia do Trabalho na Praça Campo de Bagatelle.

O cantor Luciano, da dupla com Zezé di Camargo, deixou o palco durante o show do Dia do Trabalho promovido pela Força Sindical na Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte de São Paulo, para abraçar um rapaz deficiente que o chamava na grade.

O deficiente físico Ângelo de Serra Damasceno, de 23 anos, estava no canto esquerdo do palco, em uma ala de deficientes e cadeirantes. E assim que entrou no palco Luciano começou a cantar e chamou alguém da equipe e falou ao ouvido apontando para o rapaz, logo em seguida desceu do palco, pulando da caixa de som.

Além de Zezé di Camargo e Luciano, o show da Força Sindical tem apresentações de Michel Teló, Zé Neto e Cristiano, Maiara e Maraísa, Bruno Marrone, Fernando e Sorocaba e Eduardo Costa, entre outros. A central sindical sorteia 19 carros para quem foi à festa.

Em meio aos discursos políticos, parte do público estava mais interessado em ver os cantores de música sertaneja. Muitos chegaram bem cedo para pegar lugar perto do palco. A operadora de máquina Ivonete de Jesus Silva, de 34 anos, foi ao Campo de Bagatelle com o marido, a filha e uma vizinha Guarulhos para assistir os shows. “Saímos de casa às 6h da manhã. Eu quero ver o Zezé di Camargo e as meninas Simone e Simaria”, disse ela.

A desempregada Maria Aparecida Magalhães saiu de casa às 5h da manhã. “Cheguei às 7h para pegar um lugar bem na frente. Estou desempregada, como tantos milhões de brasileiros, e no Dia do Trabalho quero tentar ganhar o carro que vão sortear. Já preenchi uns 500 cupons” afirmou ela. Animada, Maria disse que também queria cantar as músicas de Simone e Simaria.

Em ato político realizado às 11h45, lideranças sindicais subiram ao palco criticando as reformas trabalhistas e da Previdência, afirmando que direitos estão sendo retirados. A manifestação incluiu integrantes de sindicatos de frentistas, metalúrgicos, motoristas, funcionários de indústrias de brinquedos, de limpeza, construção civil, da indústria de tecelaria, dentre outros.

Elza de Fátima, tesoureira do sindicato dos Metalúrgicos de SP, disse que quer dizer “não aos políticos”. “Não aceitamos que tirem nossos direitos. Estamos aqui para refletir, festejar, mas para reclamar nossos direitos”, disse ela.

Eunice, representante do sindicato das costureiras, foi uma das que criticou Doria. “Na hora de pedir voto para você não eram vagabundos. Agora são. Todos que votaram contra os direitos do povo não vão receber nossos votos em 2018”, disse.

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