Capital do Equador amanhece com novos confrontos e ruas bloqueadas

Polícia e manifestantes voltaram a entrar em confronto

Polícia e manifestantes voltaram a entrar em confronto REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/12.10.2019

A polícia do Equador e o indígenas que realizam protestos em várias partes do país contra medidas econômicas do governo e para pedir o retorno dos subsídios aos combustíveis voltaram a protagonizar confrontos na capital, Quito, desde o início da manhã deste sábado, o que deixou novos feridos e bloqueou o tráfego em ruas do centro da cidade.

Desta vez, os distúrbios aconteceram em torno do parque El Arbolito, o espaço público tomado pelos milhares de membros da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) que chegaram a Quito nos últimos dias.

Os confrontos deixaram mais feridos, como pôde constatar a reportagem da Agência Efe, além dos mais de 850 contabilizados pela Defensoria do Povo desde que começaram os protestos contra o governo no país, no último dia 3. Além disso, quatro pessoas morreram no total dessas manifestações, segundo o Ministério do Interior, e mais de mil foram presas.

Ontem, os confrontos entre manifestantes e policiais tiveram como epicentro a Assembleia Nacional, o parlamento do país, cuja entrada chegou a ser ocupada pelos indígenas de forma pacífica para um ato.

O parque, onde neste sábado estava prevista uma assembleia indígena para debater a proposta de debate sobre as medidas econômicas feita pelo presidente do país, Lenín Moreno, amanheceu com barricadas montadas e fogueiras acesas pelos manifestantes.

Os indígenas conseguiram bloquear posteriormente a maior parte dos acessos ao centro colonial da cidade, até deixá-lo praticamente sitiado, o que dificulta a ligação entre o norte e o sul da capital equatoriana e o abastecimento de estabelecimentos comerciais.

A Associação Nacional de Fabricantes advertiu ontem que as manifestações que vêm ocorrendo no Equador “afetaram a segurança alimentar” do país, especialmente em relação a produtos lácteos.

Em Riobamba, capital da província de Chimborazo, há relatos de falta de gasolina e de gás para uso doméstico.

Em Cotacachi, na província de Imbabura, houve um acordo com os manifestantes para que os mercados possam abrir por várias horas de manhã, e em Cuenca, na província de Azuay, chegou ontem um comboio de caminhões com artigos de primeira necessidade, alimentos, remédios e gás.

Além disso, na cidade de Tena, capital da província de Napo, na região amazônica do país, está prevista uma grande manifestação para a parte da tarde.

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