Chefe da Patrulha Fronteiriça era de grupo anti-imigração no Facebook

Grupo fazia piadas racistas e sexuais sobre imigrantes

Grupo fazia piadas racistas e sexuais sobre imigrantes
Jose Luis Gonzalez/ Reuters – 12.6.2019

A chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos (USBP), Carla Provost, fez parte de um grupo privado no Facebook no qual os integrantes supostamente fizeram brincadeiras racistas sobre imigrantes e piadas de tom sexual sobre congressistas de origem hispânica, revelou nesta sexta-feira (12) o site The Intercept.

A reportagem afirma que Provost integrava o grupo privado e que, três meses depois da nomeação, em agosto de 2018, ela postou um comentário na página, mas o “Intercept” não revelou se a principal autoridade da USBP era um membro ativo quando o escândalo foi revelado no último dia 1º.

O site de jornalismo investigativo Propublica, que revelou a existência do polêmico grupo, destacou desde a primeira reportagem que membros ativos da USBP e altos comandantes da agência pertenciam ao grupo.

Entre as mensagens trocadas se destaca uma na qual os membros se referiram em tom de piada à morte de um imigrante de 16 anos que faleceu em maio quando estava sob custódia das autoridades federais em Weslaco, no Texas.

Entre os textos havia um que dizia: “If he dies, he dies” (“se ele morrer, ele morre”, em tradução livre do inglês).

Outra mensagem encoraja os integrantes do grupo a atirar comida mexicana contra as congressistas Alexandria Ocasio-Cortez e Verónica Escobar, em textos que também contêm grosserias e palavras ofensivas, como imagens de caráter sexual.

Após as revelações, Provost disse em comunicado que as publicações no grupo eram “completamente inapropriadas e contrárias à honra e à integridade” dos agentes da agência federal.

A mensagem que a chefe da Patrulha Fronteiriça compartilhou é inofensiva e faz parte da resposta a um comentário dos membros sobre sua ascensão ao cargo.

Não obstante, a presidente da Comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes, Bennie Thompson, exigiu uma investigação específica para saber se Provost e o secretário interino do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), Kevin McAleenan, conheciam e tinham conversado sobre esses comentários, reportou o Intercept.

Em sua investigação, o site também identificou figuras proeminentes do Sindicato da USBP, entidade que também rejeitou o conteúdo das mensagens no mesmo dia em que o escândalo veio à tona.

“O ato de publicar material que seja inadequado e inaceitável traz grande prejuízo para a reputação da Patrulha Fronteiriça”, advertiu então o sindicato em comunicado.

O DHS e o escritório do Inspetor Geral do DHS prosseguem com suas investigações sobre as publicações no grupo, mas os resultados das mesmas ainda não são conhecidos.

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