Construção de retorno em trecho da Régis Bittencourt muda ponto de ônibus e dificulta vida de pedestres

Retorno retira ponto de ônibus de local importante na Régis Bittencourt e passageiros precisam andar quase 1 km

Retorno retira ponto de ônibus de local importante na Régis Bittencourt e passageiros precisam andar quase 1 km

Há dez anos, no dia 9 de outubro de 2007, a concessionária AutoPistas ganhou o direito de administrar e explorar a rodovia Régis Bittencourt. O objetivo da concessão era melhorar a estrada federal, que liga São Paulo a Curitiba e possui 402 km de extensão, que era conhecida como “rodovia da morte”.

Após esse período, as obras de melhoria na rodovia ainda continuam, mas em um trecho da rodovia a vida das pessoas que moram no entorno piorou. É o trecho da estrada Cruzeiro do Sul, na altura do km 321 da Régis. A concessionária construiu um retorno com uma passagem de pedestres no trecho, mas retirou o ponto de ônibus que existia ali e os pedestres são obrigados a caminhar pelo acostamento da rodovia por mais de 1 km até a parada de ônibus. A AutoPistas diz que realizou a obra de retorno para aumentar a segurança dos motoristas.

Agora, quem precisa pegar um ônibus tem que arriscar a vida andando pela rodovia. E, em alguns trechos, não existe acostamento.

A dona de casa Miriam Sampaio mora na zona rural de Juquitiba e anda cerca de 30 minutos até o ponto de ônibus mais próximo após a inauguração do retorno. Antes, ela levava metade do tempo. Somente na rodovia, ela anda mais de 700 metros até o ponto de ônibus. Na semana passada, ela conta que quase sofreu um acidente.

“O carro chegou a bater na minha bolsa. Eu estava com o menino de 4 anos e o meu esposo que é idoso”, disse.

Há quase dez anos, o SP1 mostrou que os moradores de vários trechos da Régis, inclusive em Juquitiba, sofriam para atravessar as duas pistas. Todo mundo conhecia alguém que tinha morrido atropelado na rodovia e algumas das vítimas estavam andando pelo acostamento quando foram atingidas.

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano), que opera as linhas que passam pela rodovia, disse que a concessionária é a responsável pela mudança do ponto. A Prefeitura de Juquitiba diz que a instalação do trevo inviabilizou a parada de ônibus no antigo local. Já a EcoPistas informou que o ponto era irregular e que se a EMTU ou o município de Juquitiba quiserem instalar um novo precisam apresentar um projeto.

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