CRACK X PREFEITURA/SP

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Atabalhoada e de resultados não dimensionados. Assim pode ser definida  a ação da prefeitura de São Paulo na chamada “cracolândia”, localizada na região central da capital paulista, ocorrida recentemente para coibir o tráfico de entorpecentes, com o apoio de forças policiais.

A polícia agiu como deveria, de forma irreparável, porém, a prefeitura não estimou os efeitos sociais da verdadeira diáspora que causou, espalhando uma legião de zumbis pela capital paulista, sem atingir qualquer objetivo digno de aplauso.

Comerciantes do entorno da antiga cracolândia e de outras regiões já reclamam da presença dos viciados, a população está mais insegura, com inúmeros pedintes dopados em diversos pontos da cidade, assim como pequenos furtos já demonstram certo crescimento,conforme relatos de populares.

Em matéria recente, o jornal “Folha de São Paulo” informa que foram criadas 23 mini cracolândias em decorrência da ação municipal desastrada. Isso lembra, para quem pesquisa a história, a mesma atitude tomada pelo governador do Estado de São Paulo, Lucas Nogueira Garcez que, em 1953,  acabou com a famosa zona do meretrício existente onde hoje fica o bairro do Bom Retiro, espalhando prostitutas por toda a Capital e periferia.

A praça Princesa Isabel, próxima à antiga cracolândia, antes ocupada por absurdos 300 moradores de rua, passou a dar guarida a 600, conforme a matéria citada, já que muitos perderam seus refúgios.

Comenta-se, em outros periódicos, que viciados estariam migrando para cidades próximas a São Paulo, em busca de melhores condições para manter o vício. Uma catástrofe que se alastra e gera problemas para a cidade e o governo estadual, sob a ótica da segurança pública, saúde e assistência social, já que a prefeitura parece não estar apta a cuidar como se deve do assunto.

Se esta foi uma prova da habilidade do governo municipal em tratar assuntos espinhosos da cidade, como enchentes, trânsito, favelas, resíduos sólidos e transporte público, espera-se muito choro e ranger de dentes pela frente.

De outra feita, se o nosso prefeito estreante aprendeu com o episódio a exigir um pouco mais dos seus assessores, questionando-os de forma incisiva sobre suas pretensões e idéias no trato da coisa pública, já terá sido grande coisa, e trará a certeza de que teremos menos erros e amadorismo pela frente.

Por enquanto, até que possamos aferir se houve mudança de procedimento do poder público municipal paulistano, resta-nos reforçar a segurança de veículos, casas, e redobrar as orações por entes queridos quando saem de casa, pois um verdadeiro exército de “nóias” está revoltado, à solta e à caça, pronto para o que der e vier na cidade. Deus nos ajude. 

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