Da menina que via fadas em libélulas à bióloga que fotografa com tom de fantasia


Observadora utiliza tons terrosos nas fotos e acrescenta magia aos cenários pouco valorizados. Gavião-carijó foi registrado por Celeste que já auxiliou na reabilitação e soltura de animais
Grazielle Celeste Maktura/VCnoTG
Não é preciso vara de condão, pozinho mágico e nem mesmo se forçar a ter pensamentos alegres para tornar a natureza um lugar repleto de encanto e fantasia. A bióloga Grazielle Celeste Maktura, de 22 anos, consegue provar isso com os seus registros fotográficos. Apaixonada pela natureza desde criança, ela conta que sempre foi incentivada, principalmente pela mãe, a cuidar, respeitar e proteger todos os seres vivos. E, aliando o cuidado com o olhar mágico de criança, aguçou seu instinto de observadora. “Quando criança, sempre associava as libélulas com fadas e achava que elas moravam escondidas nas flores do jardim”, conta. Ao se mudar, depois de 16 anos, da Grande São Paulo para o interior de Campinas, a natureza tornou-se ainda mais valiosa e grandiosa para a exploradora. “No quintal de casa havia vários animais diferentes, como insetos, aves e morcegos, mas comecei a ter um carinho especial pelos besouros que viam no jardim”, comenta. Pequenos insetos ganham destaque e magia com o registro da bióloga
Grazielle Celeste Maktura/VCnoTG
A paixão pelos insetos cresceu a ponto de virar profissão e Celeste fez o curso de Biologia para trabalhar com eles. A graduação só abriu as portas para que descobrisse o papel importante desses pequenos seres, detalhes da natureza essenciais para a nossa existência. “Não queria que apenas eu visse esse mundo, então comecei a fotografar essas sutilezas e esse virou meu passatempo favorito, até hoje”, confessa.
As fotos, feitas no quintal de casa ou no meio de áreas conservadas, carregam em comum um tom de magia, uma tonalidade terrosa que explica muito sobre a linha de trabalho da bióloga. Tudo começou quando notou um apreço por observar as folhas secas, especialmente. “É fantástico como algo morto pode guardar tanta vida. Essa magia em lugares inesperados, juntamente à minha paixão pelo Outono, moldou um mundo de fantasia onde o cenário são as folhas das árvores e todas as maravilhas que podemos nelas encontrar”, explica. Elementos da fauna e da flora preservada ganham destaque nas lentes da observadora
Grazielle Celeste Maktura/VCnoTG
Se baseando nas cores desses elementos que tanto gosta atribuiu um tom de magia às fotos e conseguiu levar mais fantasia àqueles que não tinham apreço pela natureza. Para as pessoas que tendem sentir repulsa de insetos, sapos e cobras, justamente esses animais receberam mais destaque nas lentes da observadora. Utilizando sua rede social de fotos pessoal para divulgar os detalhes da biodiversidade, conseguiu atingir pessoas que apreciam e têm interesse em compreender mais sobre a natureza. “Nada me deixa mais satisfeita do que quando alguém me diz que tinha medo ou não gostava de algum animal, mas que depois de ver minhas fotos passou a ter simpatia”, confessa.
Insetos ganham importância nas lentes da bióloga apaixonada pela diversidade
Grazielle Celeste Maktura/VCnoTG
Aranhas, cobras e insetos são registrados pela bióloga que se põe à repulsa a eles
Grazielle Celeste Maktura/VCnoTG
Besouros despertaram a atenção da garota para o contato com a natureza
Grazielle Celeste Maktura/VCnoTG
Natureza ganha “estampas” e cores de Outono nas fotos da bióloga
Grazielle Celeste Maktura/VCnoTG
Sempre vi a natureza como minha casa, um local sagrado e de descanso, tanto do corpo quanto da mente

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