Dependência de internet pode gerar depressão, insônia e irritabilidade

Folha Vitória

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Os viciados podem apresentar sintomas de abstinência como desejos intensos de utilizar a todo momento a internet

Com a popularização das novas tecnologias em meados da década de 90, muitas questões surgiram com relação ao uso dos computadores e, especialmente, da internet. Hoje sabemos que grande parte de nossa comunicação ocorre online, sendo alguns serviços também ofertados via internet, como setores comerciais, alimentícios, de comunicação, entre outros.

Em decorrência desse novo modelo de interação, novos comportamentos humanos parecem surgir, como o chamado vício em internet. Pesquisas apontam que os usuários chegam até a manifestar crises ou ataques de fúria quando estão desconectados dela, faltam ao cuidado consigo mesmos e com outras pessoas, podendo até levar a própria morte ou a de dependentes.

A psicóloga, Mariana Spelta informa que estudantes universitários são o público que mais apresenta vícios, principalmente devido ao fácil acesso a internet. “Os dependentes de internet passam de 40 a 80 horas online por semana e geralmente possuem perfil de dificuldades em estabelecer relações sociais e desenvolver habilidades sociais. Eles costumam sentir-se solitários, hostis e deprimidos”, comentou Mariana.

A especialista também faz o alerta sobre a dependência. “O vício de internet pode gerar depressão, bem como o contrário. Os viciados podem apresentar sintomas de abstinência como desejos intensos de utilizar a todo momento a internet, assim como apresentar insônia e irritabilidade”, completou.

A psicologa ainda explica que para identificar o vicio é necessário fazer algumas perguntas: qual meu padrão de uso? Quais seriam as perdas e ganhos da dependência de internet? Mariana faz o alerta que uso não é sinônimo de dependência. “Não necessariamente precisamos ser radicais e tolos ao afirmar que o uso de internet é sempre negativo, mas precisamos ter consciência e admitir caso esteja afetando alguma área de nossa vida, como profissional, amorosa e familiar”, ressaltou. 

Após realizar essa reflexão, é importante a organização de metas e significar a relação com a internet. Em alguns casos é necessário “cortar o mal pela raiz”, em outros, fala-se sobre diminuir o acesso a esse recurso e substituir por outras formas de interação, comunicação e afetividade. O ideal é tentar pensar em outro artifício que compense a ausência da internet e que seja o menos danoso possível.

Tratamento

Para as pessoas já identificadas como viciadas em internet é necessário o conselhamento, psicoterapia, psiquiatria (medicação), programas de internação de privação total de computadores e celulares, grupos terapêuticos.

Algumas estratégias comportamentais também auxiliam para utilizar o mecanismo de maneira mais sadia como lembretes para fazer log-off, estratégias de aprendizagem, gestão do tempo e estabelecer metas claras de tempo e uso.

Incentivos 

Países como os Estados Unidos, a Austrália e outros da Europa e Ásia vêm incentivando pesquisas nessa área, relatando a existência de uma parcela significativa da população jovem e adulta que apresenta características de uso problemático desses novos recursos eletrônicos, o que vem chamando atenção significativa da mídia.

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