Detido por ataque a mesquitas na Nova Zelândia comparece a tribunal

Suspeito comparece a audiência na Nova Zelândia

Suspeito comparece a audiência na Nova Zelândia Martin Hunter / EPA / SNPA POOL via EFE / 16.3.2019

Um dos detidos pelos tiroteios contra duas mesquitas na Nova Zelândia, nos quais morreram 49 pessoas, compareceu neste sábado (16, data local) diante de um tribunal, no dia seguinte do massacre na cidade de Christchurch.

O suspeito, um australiano de 28 anos, foi acusado, por enquanto, de apenas um assassinato durante o massacre, no qual também ficaram feridas 42 pessoas, inclusive crianças.

O suposto autor, com roupa branca de presidiário e com algemas nas mãos e nos pés, fez um gesto com as mãos próprio dos grupos de supremacia branca enquanto era levado por dois policiais no tribunal do distrito de Christchurch.

Os ataques aconteceram na primeira hora da tarde em duas mesquitas situadas no centro de Christchurch, maior cidade da Ilha Sul do país, no momento da oração muçulmana de sexta-feira.

Segundo as autoridades, 41 vítimas morreram no tiroteio na mesquita Al Noor, enquanto outros sete morreram na de Linwood e outra pessoa foi declarada morta no hospital.

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, que ontem qualificou os tiroteios como um “ataque terrorista”, disse hoje que o acusado tinha dois fuzis semiautomáticos e duas escopetas com licença e se comprometeu a mudar as leis sobre posse de armas no país.

“O indivíduo acusado de assassinato não chamou a atenção dos serviços de inteligência — nem da polícia — por extremismo”, destacou a governante, que acrescentou que o suspeito também não tinha antecedentes criminais.

Dos outros três detidos ontem, Ardern afirmou que um foi libertado sem acusações e que os outros dois estão sendo investigados pela polícia.

O atirador, usando roupa militar, gravou durante 17 minutos o massacre em uma das mesquitas e o transmitiu ao vivo no Facebook, onde foi possível vê-lo disparando à queima-roupa contra várias pessoas e recarregando a munição pelo menos duas vezes.

O suposto responsável também postou um manifesto nas redes sociais com ideologia extremista e ameaças contra muçulmanos e imigrantes.

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