Drone sobre Congonhas causou prejuízo de mais de R$ 1 milhão, estima associação de empresas aéreas

PF faz buscas para identificar dono do drone que entrou na rota dos aviões de Congonhas

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O problema provocado pela aproximação de um drone sobre o aeroporto de Congonhas no início da noite deste domingo (12) gerou um impacto financeiro de mais de R$ 1 milhão, segundo a Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (Abear). O valor inclui impactos para as companhias aéres, que tiveram de realocar voos e passageiros, para aeroportos, as dificuldades surgidas para os passageiros e outros custos indiretos para os diversos públicos afetados.

Cerca de 35 voos que aterrissariam em Congonhas foram desviados para outros aeroportos, como Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas), Ribeirão Preto e até outros estados, mas as decolagens não chegaram a ser interrompidas.

“Congonhas ficou fechado por duas horas, como é um dos principais aeroportos do país, as complicações se multiplicam”, diz Ronaldo Jenkins, diretor de segurança e operações de voo da Abear.

O especialista destaca entre os problemas provocados o gasto extra com combustíveis de aviões que tiveram de esperar no ar ou alterar rotas; o pagamento de tarifas aeroportuárias e aeronáuticas de voos que mudaram de destino.

Drone causa fechamento do aeroporto de Congonhas (SP)

Drone causa fechamento do aeroporto de Congonhas (SP)

As companhias tiveram que arcar com todas as obrigações legais de assistência aos passageiros afetados em todo o país. Pela norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é dever da companhia aérea informar aos passageiros sobre atrasos e cancelamentos de voo e o motivo. Além disso, a companhia deve oferecer facilidade de comunicação (ligação telefônica, Internet e outros) para atrasos superiores a 1 (uma) hora; alimentação adequada para atrasos superiores a duas horas, e acomodação em local adequado, para atrasos superiores a quatro horas e, caso necessário, traslado e serviço de hospedagem.

Segundo a Anac, o estado de São Paulo tem 8,6 mil drones registrados. Segundo o órgão, quem for flagrado usando drones em desacordo com as normas pode responder a processo administrativo, civil e penal.

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