Espírito Santo tem nove casos de violência contra mulher na primeira semana de 2019

Foto: Divulgação

Folha Vitória

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Na primeira semana de 2019, nove casos de violência contra mulher foram registrados e exibidos na TV Vitória. Duas vítimas foram assassinadas nos primeiros dias do ano.

Algo comum nesses casos é que as agressões são recorrentes. As mulheres vítimas de violência conseguem a medida protetiva mas acabam descumprindo a tal restrição ao voltarem a morar com os agressores.

A advogada Layla Freitas explica que a vítima que descumprir a restrição protetiva e for agredida novamente, poderá ser amparada pela Justiça da mesma forma. “De nenhuma forma ela pode não ser amparada, o juiz pode entender que não cabe a medida antiga. Porém, se um novo boletim for feito, uma nova medida protetiva entrará em vigor”, afirma a advogada.

Alguns casos

Vendedora torturada
Uma vendedora de Cariacica que não quis se identificar passou por uma verdadeira sessão de tortura dentro de casa, na frente dos filhos de três e seis anos. O companheiro/agressor estava numa crise de ciúmes. Os vizinhos chamaram a Polícia e o marido da vendedora, um pedreiro de 45 anos, foi preso. Filho agride a mãe por causa de café
Liduína Maria de Jesus de 58 anos fugiu de casa em Viana para não apanhar do próprio filho. Creusi de Jesus de 36 anos é usuário de drogas e ficou com raiva porque a mãe não tinha feito café. Neto espanca avó
Uma avó foi espancada pelo neto em Vila Velha, a idosa tem 84 anos. Os vizinhos ouviram os gritos e chamaram a Polícia, o neto foi levado para prestar depoimento e não teve o nome divulgado. Segundo a vítima não foi a primeira vez que foi agredida. Mulher esfaqueada pelo cunhado
No primeiro dia do ano uma mulher foi defender a irmã numa briga e foi esfaqueada pelo cunhado. O homem estava bêbado e foi detido pela Polícia, a mulher foi socorrida e passa bem.

A defensora pública Vivian Almeida, ressalta que as mulheres são assistidas pelo Centro de Referência de cada município. “A mulher chega até esse Centro e é contemplada com atendimento jurídico que é feito pelo Núcleo de Defesa da Mulher”, explica Vivian.

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