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Estudantes do IFMA protestam após ficarem reféns de bandidos no campus


Alunos do IFMA do Maracanã, em São Luís, saíram pelas ruas para pedir mais segurança. No sábado (9), bandidos invadiram o campus e roubaram alunos. Estudantes do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) fizeram um protesto nesta segunda-feira (11) para pedir segurança dentro do campus do Maracanã, em São Luís. No sábado (9), dois bandidos armados invadiram o campus e roubaram os estudantes enquanto os faziam de refém. “Eu fiquei paralisada. Eles anunciaram o assalto e disseram que se a gente se mexesse eles iriam atirar, se a gente reagisse eles iriam atirar, e se e gente corresse eles iriam atirar”, contou uma estudante que não quis se identificar. Segundo os alunos, bandidos armados invadiram este alojamento e roubaram a todos
Reprodução/TV Mirante
A situação foi o estopim para os alunos, que saíram pelas ruas em passeata. O estudante Ribamar Carneiro contou que todo ano existe uma promessa de mais segurança que nunca é cumprido. “Todo início de ano letivo a gestão compõe uma mesa para a recepção dos alunos e promete: ‘Nós vamos proteger vocês’. Nossa pauta é justamente essa. Para que os acordos que foram feitos entre o Ifma e outras instituições saiam do papel e sejam executadas”, reclamou. Alunos do IFMA do Maracanã saíram em passeata pelas ruas do bairro para pedir segurança
Reprodução/TV Mirante
Na manhã desta segunda (11) uma comissão foi formada para discutir alternativas de segurança. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que haverá reforço na região por meio de rondas. A direção da instituição diz que o campus tem vigilância 24 h por dia e que quatro vigilantes fiscalizam a área a cada turno. Ainda assim a diretora do Ifma admite haver necessidade de reforço.
“O encaminhamento hoje é de se discutir com a comunidade a segurança no campus. Isso é o que vamos fazer para evitar que outras ações dessas de marginais não aconteça novamente com os nossos alunos”, contou a diretora-geral do Ifma no Maracanã, Lucimeire Castro
O aluno Raphael Franco vende docinhos para se manter os estudos. Ele disse que já viu e ouviu muitos casos de violência e assaltos no local. Com tantos relatos os pais estão com medo da insegurança que convive. Por causa disso, Raphael disse que anda com o futuro que sonhou ameaçado.
”Minha família já está preocupada com o que está acontecendo aqui. Uma das opções, se isso não melhorar, é eu trancar o meu curso superior”, declarou.

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