Explosões deixam ao menos 20 mortos na capital afegã

Dois jornalistas morreram minutos depois de terminarem uma reportagem ao vivo

Dois jornalistas morreram minutos depois de terminarem uma reportagem ao vivo Reprodução/Reuters

Um ataque suicida em um clube de luta livre de um bairro xiita da capital afegã, Cabul, e uma segunda explosão que aparentemente visou serviços de emergência e jornalistas no local matou ao menos 20 pessoas e feriu 70 nesta quarta-feira.

Ninguém assumiu de imediato a autoria do ataque em Dasht-e-Barchi, lar de muitos membros da minoria étnica xiita hazara, que já foi alvo de militantes sunitas do Estado Islâmico. O Taliban negou qualquer envolvimento.

Antes do ataque desta quarta-feira (5) a área já havia sido palco de incidentes semelhantes, o mais recente no mês passado, quando dezenas de estudantes que se preparavam para um vestibular de uma universidade foram mortos em um centro educativo.

Enquanto policiais e transeuntes, alguns ainda usando uniformes de luta rasgados, levavam os feridos a veículos para que fossem transportados a hospitais a segunda detonação ocorreu, atingindo jornalistas que cobriam o atentado para redes de televisão locais.

Um repórter e um câmera da maior emissora do Afeganistão, Tolo News, morreram minutos depois de terminarem uma reportagem ao vivo do local, e quatro outros membros de equipes de TV locais ficaram feridos.

Nove jornalistas morreram em um único incidente em abril, um ataque de um homem-bomba que aparentemente os visou enquanto cobriam outro ataque em Cabul, e ao menos 14 jornalistas já morreram no país neste ano.

O ataque desta quarta-feira ressalta o perigo em Cabul com a aproximação das eleições do mês que vem, além da ameaça aos hazaras, minoria de língua persa que enfrenta discriminação há tempos e que sofreu a maior parte dos ataques assumidos pelo Estado Islâmico na capital.

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