Fóssil coletado em Candelária é destruído no incêndio do Museu Nacional

Museu da UFRGS conta com fóssil da mesma espécie consumida pelo fogo no Museu Nacional Crédito: Sergio Kaminski / Divulgação / CP

Museu da UFRGS conta com fóssil da mesma espécie consumida pelo fogo no Museu Nacional Crédito: Sergio Kaminski / Divulgação / CP Correio do Povo

O incêndio no Museu Nacional consumiu pelo menos um fóssil procedente do município de Candelária. O curador do Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, Carlos Nunes Rodrigues, informou que o material de um dinodontosaurus estava na exposição e acredita que foi destruído pelo fogo. • Incêndio destruiu 90% do acervo do Museu Nacional, diz vice diretora
• MPF pede inquérito para apurar causas de danos a museu
• Defesa Civil vê risco de desabamento interno e mantém interdição Equipes da Universidade de Harvard (nos Estados Unidos) e do Museu Municipal do Rio de Janeiro fizeram estudos em Candelária na década de 40 e retiraram material de vários tipos de animais. Conforme Rodrigues, muitos desses fósseis nem foram abertos ainda e estão acondicionados no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), no Rio de Janeiro. Entre os materiais levados ao local, houve a limpeza do fóssil de um animal chamado dinodontosaurus, que estava na exposição do Museu Nacional. O animal era um dos maiores herbívoros do Triássico – período geológico que se estende desde cerca de 250 a 200 milhões de anos atrás – e possuía um bico córneo. Viveram no Triássico Médio mas desapareceram no Triássico superior. Rodrigues explica que na semana passada, durante uma expedição de uma equipe de um museu de Buenos Aires (Argentina), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e voluntários do Museu Aristides Carlos Rodrigues houve a localização de mais um fóssil deste animal na localidade de Rincão do Simeão. Parte do material foi recolhido, mas um bloco com cerca de 100 quilos permanece no local para remoção posterior.
O curador do museu de Candelária afirma que o DNPM ainda possui fósseis importantes coletados no município, como o holótipo (primeiros fragmentos de um exemplar) do Candelariodon barberenai, uma espécie de cinodonte encontrado em depósitos do Triássico Médio no Rio Grande do Sul. “Das peças de Candelária, a maiora está salvo no DNPM”, ressalta Rodrigues.

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