Fragmentos de crânio achados em museu podem ser de Luzia

Reprodução de como seria o rosto de Luzia

Reprodução de como seria o rosto de Luzia Wilton Júnior/Estadão Conteúdo 6.8.2001

Agentes do Corpo de Bombeiros encontram, na última segunda-feira (3), três fragmentos de crânio em meio aos escombros do Museu Nacional do Rio, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro. As esperanças são de que partes desses fragmentos pertençam ao fóssil Luzia.

Segundo assessoria, com a queda do teto do segundo andar do museu, é possível que tenha sido criado diversos bolsões de ar que consigam conservar os materiais históricos, como estes fragmentos de crânio.

Os pedaços encontrados pelos militares e pesquisadores foram levados para outra área do museu e aguardam análise. Já nesta terça-feira (4), a entrada no museu só será permitida a bombeiros e peritos da Polícia Federal para a investigação das causas do incêndio.

Fóssil Luzia

Batizado de ‘Luzia’, o fóssil foi encontrado nos anos 1970 em uma expedição franco-brasileira ao sítio Lapa Vermelha, na cidade de Lagoa Santa, interior de Minas Gerais. Anos mais tarde o fóssil foi reconhecido como o exemplo mais antigo de civilização nas Américas, com aproximadamente 12 mil anos de existência.

Chama atenção em ‘Luzia’ a morfologia do crânio, isto é, a forma e tamanho da do exemplar, que se diferencia de outras amostras como as asiáticas e as dos nativos indígenas atuais. Segundo especialistas, ‘Luzia’ é muito importante para entender a pré-história do Brasil.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.

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