Greve no Hospital Ouro Verde entra no segundo dia e cancela cirurgias eletivas

Funcionários do Ouro Verde estão em greve

Funcionários do Ouro Verde estão em greve

A greve de funcionários do Hospital Ouro Verde, em Campinas (SP), entrou no segundo dia nesta terça-feira (10) com todas as cirurgias eletivas canceladas, de acordo com a Vitale, organização social que administra a unidade médica. Segundo o Sindicato da Saúde do município (Sinsaúde), a empresa ainda não pagou os salários atrasados de todos os trabalhadores, e por isso, vão manter a paralisação até que todos os vencimentos sejam depositados.

Estão parados enfermeiros, técnicos em enfermagem, faxineiros e técnicos de exames. Segundo eles, entre 50% e 70% dos trabalhos serão mantidos e pacientes internados continuarão a ser atendidos. Além dos salários atrasados, os funcionários reivindicam o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), férias, e pagamentos dos direitos trabalhistas de funcionários demitidos.

“A gente tem responsabilidade com o paciente e estamos fazendo tudo dentro dos parâmetros, tanto que estamos colocando mais até do que o recomendado em situação de greve nos leitos intensivos”, disse o diretor do Sinsaúde Paulo Sérgio Pereira da Silva. De acordo com a entidade, 300 funcionários estão paralisados.

‘Greve ilegal’

A Vitale informou ao G1 que efetuou o pagamento dos salários atrasados de 942 funcionários na segunda-feira (9), enquanto o restante do efetivo vai receber ainda nesta terça. A empresa ainda afirmou que considera a greve ilegal porque os trabalhadores foram informados que iriam receber o dinheiro entre segunda e terça e “mesmo assim paralisaram os serviços”.

O sindicato rebateu a informação e disse que o movimento está dentro da legalidade. A entidade, a organização social e a Prefeitura não informaram o número exato de cirurgias canceladas nesta terça-feira.

Prefeitura

A Prefeitura de Campinas disse, em nota oficial, que está acompanhando a greve dos funcionários do Ouro Verde e vai cobrar a Vitale para que seja garantido o atendimento à população. A administração informou ainda que fará um repasse de R$ 3 milhões à empresa. O valor será descontado durante os três anos e meio de contrato.

“Vale reforçar que os repasses previstos no contrato entre a Prefeitura e a Vitale já foram pagos dentro do mês de vigência e estão rigorosamente em dia”, afirma o texto da nota do Executivo.

Funcionários durante protesto no ambulatório do Ouro Verde (Foto: Reprodução EPTV)Funcionários durante protesto no ambulatório do Ouro Verde (Foto: Reprodução EPTV)

Funcionários durante protesto no ambulatório do Ouro Verde (Foto: Reprodução EPTV)

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