Incêndio no Museu Nacional: Unicamp manifesta luto e diz que perda simboliza ‘total descaso com a pesquisa no Brasil’


Universidade emitiu nota sobre incidente na tarde desta segunda-feira (3). Instituição mais antiga do país abrigava cerca de 20 milhões de itens e ficou destruída após incidente na noite de domingo. Imagem aérea mostra o Museu Nacional dstruído após incêndio
Mauro Pimentel/AFP
A Unicamp emitiu uma nota, na tarde desta segunda-feira (3), em que manifesta luto pelo incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Para a universidade, a perda, “lamentável e irreparável”, da maior parte do acervo simboliza “total descaso com a pesquisa no Brasil.”
Instituição mais antiga do país, ele tinha um acervo com aproximadamente 20 milhões de itens, entre eles, o crânio de Luiza, fóssil mais antigo das Américas e tesouro arqueológico nacional, e o maior meteorito já achado no país. Confira, abaixo, a íntegra do texto da reitoria. “A Unicamp está de luto pela destruição do Museu Nacional do Rio de Janeiro provocada pelo incêndio ocorrido na noite deste domingo, 2 de setembro. Afora preservar a história e difundir a cultura do país, o Museu Nacional desempenhava papel fundamental para o avanço do conhecimento. A perda, lamentável e irreparável, da maior parte de seu acervo simboliza a situação de total descaso com a pesquisa no Brasil, cuja superação se faz obrigatória e urgente.”
Imagens mostram destruição na área internae resistiu ao fogo
Antes e depois: veja imagens do Museu Nacional, no Rio, que foi destruído por incêndio
FOTOS: Museu Nacional fica completamente destruído após incêndio
Interdição e riscos
A Defesa Civil informou que o Museu está interditado porque técnicos identificaram “um grande risco de desabamento, que pode ocorrer com a queda de trechos remanescentes de laje, parte do telhado que caiu e paredes divisórias do prédio”. Na área externa, no entanto, a avaliação destaca que “devido à espessura das fachadas, não há risco iminente”.
Figuras históricas como Albert Einstein, Madame Curie, Santos Dumont e Lévi-Strauss foram visitantes importantes do Museu no século passado. Há 60 anos, Juscelino Kubitschek teria sido o último presidente a visitar o local.
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