COVID-19 BRASIL: TOQUE DE RECOLHER NO ESTADO DE SÃO PAULO

O governo do estado de São Paulo adotou o toque de recolher a partir do dia 26/02, sexta-feira, entre as 23h00m e 05h00m, válido em todas as cidades do estado.

Quem não respeitar a restrição poderá ser multado em mais de quinhentos reais. 

A medida foi adotada após o índice de internações no estado ser o mais alto desde o início da pandemia, pondo em risco iminente a capacidade de atendimento da rede hospitalar paulista. Alguns municípios, a exemplo de Campinas/SP, já adotaram o toque de recolher desde o dia 23/02, de forma mais estendida, inclusive, das 22h00m às 05h00m.

Francamente, não se vê qualquer vantagem nesse tipo de medida, já que os pancadões e bailes funk que ocorrem nas chamadas “quebradas” ou nas comunidades, continuarão ocorrendo, pois estes locais são de acesso difícil e protegido pelos interessados.

A melhor maneira de dificultar a contaminação seria adotar a liberação das atividades comerciais durante 24hs, inclusive transportes coletivos.

As pessoas teriam mais opções de horários para irem ao mercado, farmácias e outros locais de interesse, gerando uma natural diluição da presença humana em estabelecimentos, ao longo de 24 horas. 

Ao invés de restringir horários e tolher a liberdade, seria melhor intensificar a distribuição de máscaras e de álcool em gel, liberando, por meio de um pacto entre Fiesp, Associação Comercial do Estado, Ministério Público do Trabalho e governo paulista, o funcionamento noturno de empresas e comércio, em condições ajustadas.

Haveria um trabalho efetivo contra a Covid-19, ao mesmo tempo em que a atividade econômica não seria afetada com tamanha intensidade.

O toque de recolher adotado, no entender de alguns, não surtirá o efeito desejado quanto aos índices de internação no estado, aprofundando o problema.

Só o tempo dirá quem está certo.

Aqui você já sabe: virou notícia, Brasil Comenta. 

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Author: José Vieira

Jornalista/Articulista, bacharel em Direito(aprovado na OAB), servidor público, professor do Centro de Estudos e Ensino em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH, pós graduado em Direito da Comunicação Digital, com MBA em Gestão Pública,

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