“ESG”: QUE O GOVERNO BRASILEIRO APRENDA, PRATIQUE E INCENTIVE

A duras penas o governo brasileiro é forçado a compreender a importância da adoção de uma política ambiental séria, o que não compreende apenas o trato de rios e florestas.

Trabalhar com valores que compreendam cuidado com o Meio ambiente, o Social e Governança se tornaram a tônica no mundo corporativo, sempre à frente dos governos. No caso, a sigla ESG (Environment, Social and corporate Governance) ganhou o mundo como conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança corporativa, na gestão de empresas, e pode, perfeitamente, ser aplicado à administração pública estatal.

O governo brasileiro precisa avançar nesse tema, auxiliando no estabelecimento de regras claras que estimulem as empresas a atuarem segundo a agenda ESG no país, o que tem potencial para influenciar positivamente resultados da atuação governamental em várias áreas.

Não se trata da simples concessão de benefícios fiscais, por exemplo: mas, muito além disso, da necessidade de se estabelecer parâmetros para o desenvolvimento sustentável dos negócios no país, de tal sorte que atividades sejam remodeladas visando mais e melhor qualidade de vida para todos, além de alta empregabilidade para a sociedade e boa rentabilidade para o empresário. Há muito a noção de meio ambiente foi modificada, não se limitando apenas às questões de flora e fauna. Ela hoje abrange claramente onde vivemos, seja no campo, na cidade ou litoral, e preconiza qualidade de vida no trabalho, estudo, moradia e lazer.

A adoção da agenda ESG pelo governo seria um marco positivo perante o mundo, que se vê às voltas com os efeitos das ameaças ao bioma amazônico, fundamental para o equilíbrio ambiental no planeta; também seria relevante para impulsionar o trato dos resíduos sólidos e os índices de emissão de poluentes (efeito estufa), sempre altos graças ao emprego maciço de combustíveis fósseis na frota nacional. Basta que haja sensibilidade e que os gestores públicos tenham formação voltada para essa nova realidade mundial, intimamente ligada à sobrevivência da raça humana.

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Author: José Vieira

Jornalista/Articulista, bacharel em Direito(aprovado na OAB), servidor público, professor do Centro de Estudos e Ensino em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH, pós graduado em Direito da Comunicação Digital, com MBA em Gestão Pública,

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