SER MAÇOM

As pessoas na sociedade têm várias ideias sobre o que é ser Maçom, fazer parte dessa ordem iniciática reservada.

Não raro, sua imaginação é alimentada por fantasias das mais variadas, que vão desde a riqueza até, pasme-se, poderes sobrenaturais advindos de rituais.

Mas nada disso é verdade. A Maçonaria é uma instituição antiga, que prima pelo trabalho, educação, cultura e comportamento ético. Tem por objetivo maior a elevação intelectual e ética do ser humano e, em decorrência disso, o aprimoramento da humanidade.

O Maçom, antes de tudo é um indivíduo regido por princípios e valores que exigem dele uma postura diferenciada perante a família e a sociedade, devendo ser um pai de família ou filho zeloso e, ao mesmo tempo, um cidadão honrado, cumpridor dos seus deveres.

Não pode valorizar o bem material acima do ser humano; não pode abrir mão dos princípios que adquire ao longo de sua jornada maçônica em prol do individualismo e do radicalismo, seja ele qual for.

Quando ingressa na Sublime Ordem o iniciado renasce para uma nova vida. Essa vida renovada lhe dá a chance de seguir um caminho de aprimoramento contínuo de si mesmo, lapidando-se como se fora uma pedra bruta, com vistas a se tornar uma gema valiosa, não somente para si mas, principalmente, para todos que o cercam.

O valor de um homem não está apenas em si mesmo, mas no que representa para a família e a sociedade. Como se comporta no lar e no meio em que vive é fundamental, inclusive, para que seja reconhecido pelos seus pares.

De nada adianta cumprir com suas obrigações internas e não conseguir despontar no meio social como alguém diferenciado, não por eventual riqueza material, mas por sua fortaleza ética, pelo seu respeito às pessoas que o cercam e sensibilidade quanto à dor e vicissitudes alheias.

Mais do que qualquer um, o Maçom é um agente de transformação social. Incumbe a ele difundir o amor ao próximo, o respeito às leis e instituições de seu país; o apego à liberdade com responsabilidade e o combate constante à tirania, ao sectarismo religioso e aos desvios de caráter.

Ao se aprimorar constantemente, incumbe ao Maçom se fazer útil à sociedade, por meio do seu trabalho e conduta reta.

Não basta apenas colocar adesivos em carros ou “pins” de lapela, e sair desfilando com o conhecido terno preto. Definitivamente não.

Este não foi o exemplo deixado por aqueles que, em um passado distante, dominavam a tecnologia da construção, deixando como legado para a humanidade obras magníficas, com destaque especial para as grandes catedrais mundo afora, além de grandiosos serviços prestados à ciência.

De pedreiros e construtores os Maçons passaram a aceitar em seu meio pessoas de conhecimentos diversos, como prova de que tudo o que possa engrandecer o ser humano internamente é mais importante do que aquilo que se constrói para a satisfação dos olhos.

O domínio das ciências, artes, religião e até da política, no passado, renderam alguns dos episódios mais significativos para a humanidade, a exemplo do iluminismo e da independência dos EUA.

Os seus artefatos de trabalho, originários dos antigos construtores, guardam em si valores essenciais para o Maçom, contribuindo cada qual para o aprimoramento do homem para melhor servir à humanidade.

Até mesmo sob o ponto de vista da Fé a Maçonaria inovou, e por isso foi e ainda é perseguida por muitos segmentos religiosos, os quais não aceitam a simplicidade da ideias de aceitar membros de todas as religiões, tendo por fundamento interno, apenas, a crença em um princípio criador que a tudo controla e vê. Afinal, mais do que o caminho que escolhe para chegar ao princípio criador, importa a sua conduta perante sua família, irmãos e sociedade, ao longo dessa jornada.

Como se vê, ser Maçom não é fácil. É um exercício diário de tolerância ao próximo, com todos os seus defeitos, e uma luta consigo próprio para banir os seus.

Somente dessa forma o Maçom poderá e certamente será visto e reconhecido com tal. Mais do que a aparência, a Maçonaria valoriza a essência do homem exteriorizada pela sua conduta.

Parabéns aos Maçons brasileiros pelo transcurso do seu dia, 20 de agosto! Sejamos cada vez mais úteis à sociedade, pois ela precisa de nós!

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Author: José Vieira

Jornalista/Articulista, bacharel em Direito(aprovado na OAB), servidor público, professor do Centro de Estudos e Ensino em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH, pós graduado em Direito da Comunicação Digital, com MBA em Gestão Pública,

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