IPTU impulsiona construção de creches para zerar fila por vagas


Abertura de unidade Bem Querer na Vila Abaeté eliminou o déficit em bairros da região sul de Campinas; desde 2013, Prefeitura já entregou 13 novas creches, que atendem 4 mil crianças. Área com muitas demandas de serviços públicos, a Vila Abaeté, na região sul de Campinas, celebra o funcionamento de seu primeiro Centro de Educação Infantil. A creche Bem Querer Midori Hamamoto atende, desde meados do ano passado, 255 crianças com idades de 0 a 5 anos e 11 meses, nos períodos integral e parcial. A abertura da unidade ajudou, inclusive, a eliminar a fila por vagas nos bairros do entorno, um benefício muito esperado pelas famílias.
“Foi muita emoção quando vi, no dia da inauguração, uma mãe chegando de bicicleta no CEI Carlos Drummond de Andrade, com um filho na frente, encostado no guidão, e outro na garupa. Eu disse que agora ela não precisaria mais se deslocar até lá, que teria vaga no Abaeté. Ela nem acreditou, ficou muito feliz”, disse a assessora da Secretaria de Educação, Marilza Aparecida Camilo. A Educação é uma das áreas onde os investimentos públicos são essenciais, e para obter recursos, em meio a uma crise econômica, a Prefeitura de Campinas conta principalmente com a arrecadação de impostos como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Por ser totalmente revertido para ações no município, o tributo é considerado “o melhor amigo da cidade”. No ano passado, três creches foram entregues à população. Além da Vila Abaeté, também foram inaugurados um CEI no Parque das Constelações, no distrito de Nova Aparecida, e outro no Parque Eldorado. Dessas escolas, duas (Abaeté e Eldorado) integram o programa federal Pró-Infância e a outra (Nova Aparecida), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a construtora MRV. Desde 2013, foram inauguradas 13 unidades, atendendo 4 mil crianças. Perto de casa
“A Carlos Drummond, no Jardim Nova Mercedes, estava superlotada. Depois das inaugurações no Abaeté e Eldorado, hoje ela conta com 19 vagas. É muito bom. Em todos os últimos anos, desde a crise econômica de 2014, a fila por vaga nessa escola variava de 150 a mais de 200 crianças. Lembrando que, em 2015, além de 77 alunos usando transporte para o CEI no Nova Mercedes, havia matrículas de 105 crianças daquela região em unidades de vários pontos da cidade, longe de casa. Hoje estão nas novas unidades”, completou Marilza. A mudança de panorama, agora com vagas na Carlos Drummond, é considerada uma conquista da Educação. A creche na Vila Abaeté está instalada em uma área de 4.500 metros quadrados e a área construída é de 1.400 metros. A unidade conta com oito salas de aula, banheiros adaptados para o atendimento de bebês, área administrativa, cozinha, refeitório e área de lazer equipada. São alunos moradores dos bairros San Diego, Itatinga, Santa Rosa, Nossa Senhora de Lourdes, Jardim Telesp, Nova Mercedes, Vila Mimosa e Jardim das Bandeiras. Foram investidos R$ 2,3 milhões na obra. Desses, R$ 1 milhão é financiado pelo governo federal e R$ 1,3 milhão vieram da Prefeitura de Campinas. “Para manter essas unidades, o valor gasto por ano pela Secretaria de Educação é praticamente o mesmo aplicado na obra”, disse Fabiane Dal Fabbro, coordenadora da arquitetura escolar da Secretaria de Educação.
Ainda segundo Fabiane, estão sendo encaminhadas mais nove obras na educação infantil para os próximos anos, entre reformas e novas unidades, feitas por meio de termos de compromisso firmados com empresas e convênios com os governos estadual e federal. Uma delas será erguida pelo governo estadual no Jardim Telesp. Atualmente, em toda a cidade, a educação infantil tem fila por vagas apenas na faixa de 0 a 3 anos de idade. Os números variam a cada mês, mas no último dia 22 de janeiro essa espera contava com 4,3 mil crianças – 1,2 mil a menos que na mesma data do ano passado. Na faixa de 3 a 6 anos não existe fila.
Inaugurada em 2018, a Creche Bem Querer da Vila Abaeté atende 255 crianças; unidade eliminou déficit de vagas nos bairros da região
Juninho Larangeira

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