Justiça aceita denúncia contra ex-executivos da CPTM por lavagem de dinheiro em cartel dos trens de SP

Nove pessoas, dentre elas, consultores e ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, foram denunciados pelo Ministério Público Federal de São Paulo em fevereiro.

O juiz João Batista Gonçalves, da 6ª vara federal criminal, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal de São Paulo no caso que ficou conhecido como cartel dos trens. A informação é do SPTV.

Nove pessoas, dentre elas, ex-executivos, consultores, e ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), são agora considerados réus do caso. Eles vão responder por vários crimes, entre eles lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público, os réus receberam vantagens indevidas nos contratos com o governo do estado na área de transporte sobre trilhos.

O juiz decretou sigilo de documentos. Assim que forem intimados, os réus terão dez dias para se defender.

Foi a primeira denúncia do Ministério Público Federal no caso. Os ex-executivos foram denunciados por crime de lavagem de dinheiro de corrupção. O MPF apresentou provas de movimentação do dinheiro da corrupção nos contratos de compra e manutenção dos trens da CPTM e do Metrô.

O Ministério Público Federal deixou de denunciar os nove pelo crime de cartel, para evitar duplicidade de ação. É que o Ministério Público de São Paulo também tem uma ação penal contra eles.

Segundo a investigação, funcionários públicos receberam propina pra favorecer empresas multinacionais fornecedoras do governo do estado entre os anos 1999 e 2011 – durante governos do PSDB. O MPF diz que o dinheiro que passou pelas empresas de consultoria “irrigou contas de vários servidores públicos e agentes políticos, nem todos identificados pela investigação”.

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