Justiça prorroga prisão de 5 alvos em operação contra fraudes em licitação e concurso na região


Gaeco investigou durante quatro meses atuação do grupo criminoso nas regiões de Campinas e Piracicaba. Entre os presos estão ex-secretários de Cordeirópolis e Jaguariúna. Viaturas em frente ao Saae de Cordeirópolis durante cumprimento de mandado de operação
Edijan Del Santo/EPTV
A Justiça prorrogou nesta sexta-feira (11), por mais 5 dias, a prisão temporária de cinco pessoas do alto escalão de prefeituras e de empresas contratadas em cidades das regiões de Campinas e Piracicaba (SP) alvos da Operação Apaniguados, deflagrada pelo Ministério Público (MP) na última segunda-feira.
A operação investigou durante mais de quatro meses o grupo criminoso. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os presos “são especialistas em fraudar concursos públicos, especialmente de consórcios públicos”.
Entre os presos estão o agora ex-secretário de Serviços Públicos de Cordeirópolis (SP), Luiz Carlos Borges Machado da Silva, exonerado após a operação; e o ex-secretário da pasta em Jaguariúna, Lucas Gabriel Lopes.
Quem são os presos
Luiz Carlos Borges Machado da Silva, presidente do Saae e secretário de Serviços Públicos de Cordeirópolis.
Rosana da Graça Sciascia Ramos da Silva, sócia da Orhion Consultoria, empresa que organiza concursos públicos.
Lucas Gabriel Lopes, ex-secretário municipal de Obras e Serviços em Jaguariúna.
Dimas Antonio Starnini, superintendente do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental (Consab).
Carlos Magno Lucon, diretor da Secretaria de Serviços Públicos de Santo Antônio de Posse.
De acordo com o Gaeco, “havia a participação direta de agentes públicos no esquema criminoso, responsáveis pela indicação dos candidatos que foram favorecidos nos concursos fraudados”. Segundo os promotores, foi apurado ainda que o grupo “pagava propina a agente público envolvido nos crimes.”
O que dizem as defesas
Em nota após a operação, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Cordeirópolis (Saae) de Cordeirópolis (SP), por meio da prefeitura, informou que a ação do MP diz respeito a concursos públicos promovidos pelo Consab, consórcio público sediado em Cosmópolis, “cuja contratação da empresa está sendo objeto de questionamento”.
Sobre Carlos Magno Lucon, a Prefeitura de Santo Antônio de Posse disse, por nota, que os alvos da operação não têm qualquer relação com os concursos públicos realizados pela gestão atual, e reafirmou que as denúncias estão relacionadas às contratações feitas pelo Consab.
O advogado de Rosana Silva e Lucas Gabriel Lopes disse que não irá comentar a decisão. O G1 não conseguiu contato com a defesa de Dimas Starnini.
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