Ministério Público apura ato de racismo na PUC-Campinas; suspeito poderá pagar multa e passar por conscientização


Promotoria informou que medida deve ser semelhante à aplicada em alunos da Faculdade de Direito em 2017, que praticaram ato de racismo nas redes sociais. Legenda
Crédito: Divulgação Puc-Campinas
O Ministério Público abre nesta quarta-feira (18) um inquérito civil para apurar o ato de racismo que aconteceu dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas (SP) no dia 12 de setembro.
Segundo a promotoria, o objetivo da investigação é responsabilizar o aluno da Faculdade de Direito que teria imitado um macaco enquanto uma aluna recitava o poema “Me Gritaram Negra” durante sarau no Campus I, que fica próximo à Rodovia Dom Pedro I (SP-65). “Também queremos ver como a instituição universitária lida com a questão, de forma a combater o dito racismo institucional”, informou.
Na noite desta segunda-feira (16), alunos realizaram um protesto em repúdio ao ato de racismo. Veja abaixo as imagens cedidas à EPTV, afiliada da TV Globo.
Estudantes da PUC Campinas fazem protesto em repúdio a ato de racismo
Promotoria se espelha em ação de 2017
A promotoria explicou que pretende repetir o trabalho realizado com 16 estudantes, também de Direito, em 2017. Na época, eles haviam cometido ato de racismo nas redes sociais e tiveram de cumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com pagamento de multa e participação em programa de conscientização e vivência sobre racismo no Centro de Referência de combate à discriminação racial. “Todos cumpriram, pelo menos, 124 horas de convivência, estudo, reflexão e debate sobre racismo no Centro de Referência”, relatou a promotoria. “Um deles não cumpriu o TAC. A pena está sendo judicialmente executada, no montante de 100 salários mínimos”.
Aqueles que cumpriram o Termo tiveram a multa reduzida para valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil. Os valores foram transferidos para o Fundo Municipal de Combate à Discriminação Racial.
PUC-Campinas
No sábado (14), a PUC-Campinas informou que havia aberto uma sindicância para investigar o ato de racismo no Campus I e que divulgará quais providências serão tomadas assim que o caso for esclarecido.
Ao G1, a universidade informou que ainda não havia sido notificada da ação do Ministério Público e disse ainda que acompanha as investigações que estão em andamento pela Polícia Civil, após registro de boletim de ocorrência feito por uma aluna.
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