Monitor da Violência: um ano depois, três de cinco casos da região de Campinas seguem sem desfecho na Polícia Civil


Crimes ocorreram em agosto de 2017, em quatro cidades, e novo levantamento feito pelo G1 mostra andamento dos inquéritos. Em todo Brasil, 687 dos 1.195 casos seguem abertos. Empresário morreu após ser baleado em supermercado de Mogi Guaçu
Fabrício Leme de Morais
Três das cinco mortes violentas acompanhadas desde agosto de 2017 pelo projeto Monitor da Violência do G1, na região de Campinas (SP), seguem com as investigações inconclusas pela Polícia Civil. Os outros dois chegaram ao Poder Judiciário, entre eles, o processo que pode resultar na condenação do suspeito pela morte do empresário Ricardo Vitoriano do Nascimento, de 37 anos, baleado na frente do supermercado onde trabalhava em Mogi Guaçu (SP). Veja detalhes abaixo.
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METODOLOGIA: Monitor da Violência
O inquérito aberto pela polícia para apuração do assassinato de Nascimento foi encerrado em outubro de 2017 e Carlos Eduardo Gonçalves, apontado como autor, teve prisão preventiva decretada. Ele foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público por homicídio qualificado. Em maio, uma decisão judicial estabeleceu que o acusado deve ser levado a júri popular, mas a advogada dele, Maísa Barbosa de Toledo, explicou ao G1 que apresentou um recurso, ainda não analisado pelo Tribunal de Justiça do estado (TJ-SP), para que o réu responda pelo crime de homicídio simples. Se aceito, ele pode ter pena reduzida, em eventual condenação.
Outro caso finalizado pela polícia e encaminhado ao Judiciário trata sobre a morte do adolescente Marco Antonio Giorgi Cardoso, 16 anos, que teve um ferimento a bala quando estava em casa, em Jaguariúna (SP). Segundo a delegada Juliana Menardo, “foi apurado que tratou-se de suicídio”.
Investigações
A autoria do homicídio de Cristiano Prudenciano Câmara segue como incógnita. O homem de 38 anos morreu na frente de um bar no Jardim Bassoli e, de acordo com o 11º Distrito Policial, nenhum suspeito foi preso e o caso segue aberto. No dia do crime, a perícia feita no local encontrou quatro projéteis no chão e um estojo com seis munições intactas, além da quantia de R$ 78.
Outro crime que segue sem resposta é o assassinato do motorista Tiago Marques Fagundes, baleado às margens da Estrada Municipal Ivo Macris, zona rural de Americana (SP). A apuração é feita pelo 4º Distrito Policial da cidade e nenhum suspeito foi identificado até a publicação.
O terceiro caso ainda em investigação trata sobre a morte de Robson Rocha. De acordo com boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o rapaz anunciou um assalto e fez ameaças a um policial militar que estava no carro com a filha, de 8 anos, no distrito do Ouro Verde.
O delegado do 9º DP, José Roberto Mecherino Andrade, informou, por email, que o PM não foi indiciado porque “aparentemente atuou em legítima defesa”. Por isso, explica, ele foi liberado após ser ouvido durante o registro da ocorrência. No entanto, o inquérito ainda segue na delegacia.
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