MUDA, PRESIDENTE!

É inacreditável como a situação do presidente Bolsonaro se complica a cada twitter ou fala para a imprensa.

Graças as suas manifestações impróprias e inoportunas em algumas ocasiões, o país tem amargado a alta do dólar, o descrédito internacional, o aumento dos índices de desemprego e um PIB decrescente, se analisados os índices da indústria, comércio e serviços.

A falta de confiança no governo é tamanha, que até os parlamentares da Câmara dos Deputados já direcionaram o comando do país, em termos legislativos, ao presidente da Casa, Deputado Rodrigo Maia.

Aliás, todo o protagonismo político da atualidade está nas mãos do presidente Rodrigo Maia. As reformas necessárias ao país não conseguirão dar um passo à frente se ele não defendê-las, pois o governo Bolsonaro tem demonstrado “zero” capacidade de articulação no Congresso Nacional, algo vergonhoso para alguém que militou no lugar por 27 anos.

Em 2018 o povo brasileiro optou pelas promessas de campanha do então candidato Bolsonaro, crente de que haveria um resgate de valores éticos, da economia e do emprego no país, além da moralização da máquina pública.

No entanto, nos últimos cinco meses de mandato, os brasileiros têm assistido a um show dantesco de incompetência para articular apoio em relação ao próprio partido; um populismo inútil e desenfreado, praticado pelo uso excessivo e sem critério das redes sociais; um governante que demonstra claramente estar à mercê dos filhos e de um guru tupiniquim radicado yankee,  que não respeita sequer os seus colegas de farda; um presidente carente de assessoria que preste, pois suas ações, como a assinatura do decreto revendo o porte de armas, demonstram claramente isso, dada a polêmica repercussão, por várias razões.

Nossa imagem no cenário internacional está cada vez mais arranhada, por conta das peripécias do presidente, o que repercute na balança comercial, na falta de investimentos externos e aumento excessivo da cotação do dólar frente ao real.

A fórmula da desgraça começa a se configurar no país: perde-se a confiança no governo, a esperança do mercado na retomada do crescimento, e não se tem qualquer perspectiva de retomada do emprego, além da percepção de que temos um governo que mais atrapalha do que ajuda, tornando-se coadjuvante do parlamento brasileiro.

É melhor acordar enquanto existe a menor chance de corrigir as coisas. Uma medida salutar seria o fim da campanha eleitoral na conta do Twitter do presidente, e o seu silêncio, de preferência sepulcral, por algum tempo, de modo que as pessoas tenham vontade de ouvi-lo e de ler seus textos, e não medo disso.

O Brasil precisa que o presidente, de fato, como de direito, presida o país, e o faça para todos os brasileiros; não apenas para aqueles que o elegeram, que já estão decepcionados. Isso requer isenção, equilíbrio, objetivos claros e propósito que coincidam com as necessidades urgentes do país.

Até o momento, por respeito, a vírgula no título do artigo denota mínima esperança de que o próprio presidente acorde e se reinvente. Se retirada, será necessário apenas o acréscimo de um artigo para  demonstrar o que muita gente já anda dizendo por aí…

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