Não adianta tapar buracos sem resolver problemas estruturais, diz Marchezan

Buracos na avenida Bernardino Silveira Amorim, na zona Norte Crédito: Alina Souza

Buracos na avenida Bernardino Silveira Amorim, na zona Norte Crédito: Alina Souza Correio do Povo

O prefeito Nelson Marchezan Júnior admitiu, nesta terça-feira, que sua gestão “poderia ter sido mais competente” para tapar os buracos, que se espalham por ruas de todos os bairros de Porto Alegre. Problema que, com a trégua da chuva, deve se intensificar. “Não adianta mais tapar buraco, precisamos fazer mudanças estruturais”, afirmou o prefeito, se referindo não apenas ao asfalto, mas também ao saneamento, drenagem e finanças. “Realmente, na área de estrutura asfáltica não avançamos. Poderíamos ter sido mais competentes”, reconheceu o prefeito em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. Como uma das medidas para solucionar o problema, o chefe do executivo pretende contratar apenas uma empresa para tapar os buracos na cidade. Hoje, o serviço é feito pela usina asfáltica da própria prefeitura. Mas para que ela funcione, fornecedores de areia, brita, aslfato e o caminhão para o transporte os produtos precisaram ser contratados. “São cinco licitações em dias e cinco contratos que têm que ser pagos em dia. Porque se um falhar, a prefeitura não faz o tapa-buraco. Nossa ideia é modificar isso, e contratar uma empresa pra tapar buracos”, explicou. Contudo, para o prefeito o tapa-buraco “é um remendo muito fraco”, falta na cidade o recapeamento estrutural do asfalto. “Porto Alegre tem 85% da malha asfáltica vencida. Nunca tivemos na cidade o recapeamento estrutural. E, quando tivemos, colocaram uma lâmina de asfalto em cima do que já existia”, criticou.  “Nosso problema é tão grande em tantas áreas. A cidade carece em muitas áreas de questões estruturais: questão asfáltica, saneamento, drenagem e a principal de todas que é a situação financeira, que é mãe de todos os problemas sociais e educacionais”, ressaltou. Marchezan disse ainda que, além de mudanças estruturais, ele busca reformas de administração e também na relação entre o Executivo e o Legislativo. “O Marchezan quer fazer a reforma do relacionamento político”, disse. “Em quatro anos, um gestor público fazendo o que precisa ser feito e com reformas e com o apoio do parlamento, essa cidade poderia ser muito melhor”.

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