Operação Cadeia Velha | MPF denuncia Picciani por corrupção na Alerj

  • Armando Paiva/Estadão Conteúdo e Daniel Marenco/Agencia O Globo

    Deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), denunciados pelo PFDeputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), denunciados pelo PF

O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu denúncia ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região contra os deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB) e outras 16 pessoas por corrupção e outros crimes.

A ação penal, protocolada na noite de quarta-feira (6), decorre da primeira investigação ligada à Operação Lava Jato contra pessoas com foro na 2ª instância do Judiciário Federal.

Atualmente, Picciani, Melo e Albertassi estão presos preventivamente. Eles foram presos na Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. O trio está detidos na Cadeia Pública José Frederico Marques em Benfica, na zona norte carioca, onde também estão o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e outros réus da Lava Jato.

Na semana passada, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli negou o pedido de liminar feito em habeas corpus apresentado por Picciani e Melo. O pedido de liminar (decisão provisória) era para que os deputados fossem postos em liberdade de imediato. Apesar da negativa, o habeas corpus ainda será julgado em definitivo pelo STF.

A Operação Cadeia Velha apura o uso da presidência da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), que era ocupada por Picciani, e outros postos da Assembleia para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os parlamentares são suspeitos de favorecer interesses de empresários no Estado, entre os quais representantes do setor de transporte público e empreiteiras, em troca de propina. Eles negam todas as acusações.

Os deputados estão presos por determinação do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), que emitiu, no dia 21 de novembro, uma segunda ordem de prisão contra os parlamentares após a Alerj ter votado pela soltura deles.

A Constituição do Rio prevê que a Alerj decida sobre a prisão de parlamentares. Desembargadores da 1ª Seção Especializada do Tribunal submeteram à Casa Legislativa a primeira ordem de prisão, expedida no dia 16 deste mês.

Mas, apesar de a Assembleia ter determinado a revogação da prisão no dia seguinte, o TRF-2 entendeu que a decisão foi adotada de forma irregular e determinou a volta dos deputados à prisão. Eles haviam sido libertados sem que a decisão tivesse sido comunicada oficialmente ao Tribunal.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*