Patente desenvolvida na Faculdade São Leopoldo Mandic atenua dor causada por injeção de anestesia


Injetor Mecânico de Anestésicos propicia a injeção de anestésicos de forma lenta e controlada, o que ameniza a dor e a ansiedade dos pacientes que precisam fazer tratamentos odontológicos. Ir ao dentista é um pesadelo para a maioria das pessoas. E o principal motivo é a dor causada pela injeção de anestesia local, necessária em vários procedimentos odontológicos. Mas um novo dispositivo mecânico promete acabar com a agonia de quem precisa ir ao dentista, pois minimiza a dor sentida pelos pacientes, por meio da injeção controlada, lenta e constante da anestesia.
Injetor Mecânico de Anestésicos Divulgação
O Injetor Mecânico de Anestésicos foi desenvolvido na Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas (SP), por um Implantodontista de Curitiba (PR), Dr. Dilgênio Tiburski Júnior, que se inspirou em seus próprios pacientes para desenvolver o produto. “Fiz uma pesquisa rápida entre os meus colegas, amigos e alguns colaboradores da minha clínica e perguntei a eles qual era o principal motivo deles para retardar ou, até mesmo, para não marcar consultas com o dentista. E, em primeiro lugar, foi relatado o medo da anestesia”, conta Tiburski. Ele revela que também se baseou no medo que sua mãe, Wilba Tiburski, sente de ir ao dentista para criar o injetor. “Minha mãe só vai ao dentista quando sente algum desconforto, ou seja, quando já está com algum problema nos dentes. Por esse motivo, fiquei pensando como eu poderia ajudar as pessoas a sentirem menos dor por causa da anestesia. Foi aí que nasceu a ideia do Injetor Mecânico de Anestésicos”. O Injetor Mecânico de Anestésicos já teve sua patente registrada no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual), e é o projeto de doutorado de Tiburski. Alguns exemplares do dispositivo foram fabricados para teste, e duas indústrias já se interessaram em produzi-lo em larga escala. Todos os testes realizados até o momento foram bem-sucedidos. “Os pacientes relataram que sequer perceberam que estavam sendo anestesiados com o dispositivo, o que nos deixou muito felizes e também esperançosos”, comemora o dentista. Custo baixo – Existem no mercado alguns dispositivos que fazem a injeção eletrônica de anestesia, também de forma lenta e controlada, o que reduz a dor sentida pelos pacientes. Porém, o preço deles pode chegar a R$ 8 mil, o que o torna inacessível especialmente para o sistema público de saúde. Já o custo final do dispositivo, que foi desenvolvido na SLMANDIC, ficará em torno de 100 a 150 reais, de acordo com Tiburski. O Implantodontista explica que o baixo custo vai possibilitar que muitos profissionais tenham esse novo dispositivo no consultório. “Os dispositivos eletrônicos de anestesia já existem há muitos anos, mas a maioria dos dentistas nem sabe que eles existem ou nem pensam em comprá-los por causa do valor alto demais”. Como funciona – O Injetor Mecânico de Anestésicos é composto por um corpo que se assemelha muito a um carpule – seringa usada na aplicação de anestesia dentária. A diferença para o carpule tradicional, é que ele possui um dispositivo rotacional que, com os movimentos controlados por um motor de implante ou um motor de endodontia, gradua a quantidade de anestésico a ser injetado. “Por meio de marcações no injetor, o dentista consegue saber a quantidade exata de anestésico que está colocando na aplicação. E o anestésico é injetado de forma constante, lenta e gradual”, explica a professora da SLMANDIC, Dr.a Daiane Cristina Peruzzo, que foi orientadora de Tiburski em seu projeto de doutorado. Para Peruzzo, essa patente “otimiza o procedimento clínico, reduz a sensação dolorosa e a ansiedade e aumenta o conforto do paciente”.

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