Premiê português governará com pactos pontuais com a esquerda

Primeiro-ministro interino de Portugal, António Costa

Primeiro-ministro interino de Portugal, António Costa REUTERS/Rafael Marchante/07.10.2019

O primeiro-ministro interino de Portugal António Costa, do Partido Socialista (PS), governará sozinho na nova legislatura e fará acordos pontuais com os diferentes partidos de esquerda, confirmaram à Agência Efe fontes socialistas.

A decisão corresponde ao “clima positivo” e à “boa disposição” que Costa encontrou nos partidos de esquerda durante as reuniões realizadas ao longo desta semana para trabalhar com o objetivo de garantir a estabilidade do país.

“Ele vai tentar incorporar ao programa de governo algumas das propostas dos partidos de esquerda e trabalharemos em conjunto durante quatro anos”, explicaram as fontes.

O Partido Socialista venceu as eleições realizadas no domingo passado ao obter 106 cadeiras – dez a menos que a maioria absoluta -, enquanto os seus parceiros da última legislatura, Bloco de Esquerda (BE) e Partido Comunista Português (PCP), conseguiram 19 e 12, respectivamente.

Além disso, outras duas formações de esquerda, o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e o Livre, obtiveram quatro e uma, respectivamente.

Desses quatro, apenas o BE expressou a intenção de assinar um pacto por escrito com o PS. No entanto, após a reunião de ontem à noite com a Comissão de Política Nacional do PS, António Costa optou por tratar todos os partidos de esquerda igualmente e tentar governar sem pactos globais por escrito.

Presidente diz que nova candidatura dependerá de exame no coração

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou que dentro de algumas semanas será submetido a um cateterismo cardíaco e que, dependendo dos resultados, se candidatará ou não à reeleição.

Em entrevista à emissora de televisão “SIC”, o presidente revelou que, após um exame de coração realizado recentemente, passará por um cateterismo para descartar dúvidas que surgiram.

Rebelo de Sousa lembrou que sua família paterna teve problemas de coração, tanto o pai como o avô, motivo pelo qual se submeteu ao exame.

Segundo o presidente, o cateterismo servirá para comprovar o grau de acumulação de cálcio em um vaso sanguíneo do coração, se está normal ou excessivo.

A decisão de se candidatar à reeleição, que ocorrer dentro de um ano e meio, ficará pendente dos resultados. O chefe de Estado disse que pretende continuar no cargo, mas que necessita ter o coração saudável.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: