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PSDB 30 ANOS: ASCENSÃO E QUEDA

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Concebido para ser o top da política brasileira, seja em quadros e em conteúdo programático, o Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB  nasceu em 25 de junho de 1988, no auditório Nereu Ramos, da Câmara Federal, anunciado pelos políticos Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso – ambos senadores por São Paulo à época – contando com a presença de Franco Montoro, José Serra e Sérgio Mota, .

Foi um momento efusivo da democracia brasileira, que via surgir um partido que primava pela excelência dos quadros, meritocracia e por defender regras básicas da gestão pública européia, tais como:

  1. Defesa intransigente da democracia
  2. Descentralização política e administrativa
  3. Estado a serviço do povo e não de grupos privilegiados
  4. Crescimento econômico sustentável com distribuição de renda e educação de qualidade para todos
  5. Reforma política que fortaleça os partidos e aproxime o parlamentar de seus eleitores.

Ao longo dos anos o PSDB conseguiu se firmar como alternativa de poder às legendas existentes, dentre as quais o PMDB, do qual a quase totalidade de seus membros saiu, chegando à presidência da República com Fernando Henrique Cardoso em 1994.

Muitas alterações substanciais foram realizadas durante a gestão do PSDB à frente do país, seguindo à risca o conteúdo programático do país.

Porém, a necessidade de realizar acordos políticos com certos grupos para governar tornaram o governo antipático perante a população mais pobre e também a classe média, permitindo que em 2002, após oito anos de governo, o seu principal crítico, o PT, assumisse o poder.

Ao contrário do que ocorreu com o governo federal, o PSDB fincou raízes sólidas em São Paulo, governando o estado por praticamente 24 anos. 

Nesse período houve avanços em vários setores da administração pública, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, o advento dos Poupatempos e as concessões de rodovias,  sendo a Segurança Pública o seu maior desafio ou calcanhar de Aquiles, considerados os problemas que enfrentou e não conseguiu, ao menos, atenuar.

Observe-se que durante a gestão tucana em São Paulo houve o nascimento da maior facção criminosa já vista no país, o auto intitulado “Primeiro Comando da Capital – PCC”, que extrapolou as fronteiras paulistas, se espalhando para outros estados da federação e países vizinhos, como o Paraguai.

Se o PSDB foi fundado sob a égide da ética e da moralidade pública, por vários de seus fundadores e integrantes, sendo digno de aplausos, atualmente a realidade não lhe é tão favorável assim.

Com expoentes investigados pela famosa operação “Lava Jato”, o PSDB enxerga o seu declínio político pelos abalos morais e pela falta de preparo de novas lideranças para assumir sua condução neste novo século, a ponto do seu candidato à presidência da República, o ex-governador de São Paulo por três vezes, Geraldo Alckmin, amargar pífios índices de intenção de votos e ter a viabilidade de sua candidatura questionada por integrantes da legenda.

Muitos consideram que a polarização com o PT e sua proximidade com o carcomido governo do presidente Temer tenham potencializado a rejeição do eleitorado, pois o PSDB não se colocou como alternativa real de poder, apenas lutou para derrubar um adversário, o PT e, para tanto, aliou-se a outro, o MDB, cujas práticas políticas historicamente o próprio partido sempre questionou e reprovou.

Trinta anos depois de um início maravilhoso, resta ao PSDB rever sua trajetória e tentar encontrar seu espaço neste universo político pós operação “Lava Jato”, seja com uma reformulação interna, retorno às origens e renovação de quadros ou, de modo mais prático, juntando os cacos.

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