Rede Mário Gatti reforça estrutura de urgência e emergência


Novo tomógrafo amplia capacidade de atendimento no hospital Ouro Verde e também desafoga demanda em outras unidades; equipes de especialidades médicas também são reforçadas A estruturação da Rede Mário Gatti de saúde, que unifica o gerenciamento de hospitais municipais, unidades de pronto atendimento e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Campinas já começa a ampliar a capacidade do sistema e o número de serviços oferecidos aos pacientes. No Hospital Ouro Verde, a chegada de um novo tomógrafo no ano passado conseguiu fazer frente à demanda desses exames no local e em breve irá ajudar a desafogar outras unidades, com cotas para uso do equipamento. Nos últimos dias, o hospital também iniciou o atendimento de novas equipes de oftalmologia e pediatria. Em paralelo, a rede tem 54 licitações em andamento para contratação de serviços diversos, como equipes de otorrinolaringologia, anestesia e até de recepção, com treinamento especializado. Também prevê 44 pregões eletrônicos para compra de insumos para toda a rede. As ações são resultado da priorização de recursos públicos no atendimento da Saúde, grande parte vindos do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbana), uma das maiores fontes de arrecadação da Prefeitura. Considerado o melhor amigo da cidade, o tributo cobrado da propriedade de bens imóveis tem 100% de suas verbas revertidas para investimentos no município. “É importante ressaltar que a gestão pela rede é 100% primarizada, ou seja, assumida pelo município. A Prefeitura faz a gestão, com integração das unidades, e todas as contratações seguem o princípio básico da transparência. Todas as empresas que prestam serviço são licitadas, e as ações são geridas por nós”, disse Marcos Pimenta, presidente da Rede Mário Gatti. Essa rede unifica todo o Sistema de Urgência e Emergência do município, que inclui os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, o Samu, e unidades de pronto atendimento.
O tomógrafo público do Ouro Verde emite uma imagem de alta qualidade, que ajuda no diagnóstico. Tem capacidade para realizar 600 exames por mês, atendendo a demanda reprimida do local, já que o antigo aparelho não tinha mais condições de uso. E a previsão é que os resultados sejam mais acelerados, com a contratação já feita de uma central de imagens. “Uma empresa vai atender via telemedicina, com envio da imagem para elaboração do laudo por médicos especialistas. Economiza tempo. Para a rede, é uma grande vantagem, pois o Ouro Verde atende exames de ressonância e tomografia. E o Mário Gatti também faz tomografia”, afirmou Pimenta. O novo aparelho custou R$ 1,6 milhão. A verba é de recurso federal, do convênio de estruturação do hospital. A rede municipal entrou com uma contrapartida de R$ 300 mil, para adequação de uma sala, além de assumir os posteriores gastos com manutenção. Pimenta diz que, com as licitações para outros serviços na rede, funcionários estatutários da Prefeitura serão realocados dentro da própria rede. Sobre os terceiros, que já atuam nos hospitais, ele informa que a maioria tem sido aproveitada pelas empresas contratadas. “A empresa que vai fazer fatura e auditoria, por exemplo, aproveitou 16 dos 20 que prestavam serviço. São profissionais com experiência e vistos com bons olhos”.
Oftalmologia
Entre as novas contratações, destacam-se as da equipe de oftalmologia, com atividade iniciada neste mês de janeiro, e de pediatria, que assumiu em dezembro. “Agora o Ouro Verde faz toda essa assistência na urgência e emergência da oftalmologia. As cirurgias de catarata estavam paradas, por exemplo, e já começaram. Sobre a equipe de pediatria contratada, ela assumiu não só o Pronto-Socorro Infantil como enfermaria e UTI Pediátrica. Todos já estão 100%”, ressaltou Pimenta. Prefeitura investiu R$ 300 mil na adequação de sala para a instalação do novo tomógrafo no Ouro Verde
Juninho Larangeira

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