Regiões de Campinas, São Carlos e Ribeirão Preto estão em alerta para dengue tipo 2, diz Saúde


Ao todo, 19 cidades paulistas registraram 610 casos de dengue em janeiro. Sintomas do tipo 2 são mais graves, mas quem já foi infectado fica imune ao vírus, diz infectologista da USP. Dengue tipo 2 deixa cinco cidades da região de Ribeirão Preto em alerta
Dados da Secretaria da Saúde de São Paulo apontam que as regiões de Campinas (SP), São Carlos (SP) e Ribeirão Preto (SP) estão em alerta para a circulação da dengue de sorotipo 2, que é mais grave. Até 2016, ainda segundo o Estado, a maioria dos casos confirmados era de sorotipo 1.
Ao todo, 19 cidades paulistas já diagnosticaram pacientes com dengue tipo 2, entre elas Araraquara, Barretos, Bebedouro, Espírito Santo do Pinhal, Piracicaba, Pirangi, Ribeirão Preto, Santo Antônio de Posse e Vista Alegre do Alto. Em todo o estado são 610 casos de dengue.
“O vírus tipo 2 tem, proporcionalmente, mais casos graves do que os outros. Não significa necessariamente que todos os casos de dengue 2 serão graves, mas a probabilidade é maior”, explica o infectologista da USP Amaury Lelis Dal Fabbro.
Segundo o especialista, que os sintomas são parecidos em todos os tipos de dengue. Apenas exames específicos conseguem diagnosticar o sorotipo do vírus. Dal Fabbro afirma ainda que, as pessoas que já tiveram dengue ficam imunizadas àquele sorotipo da doença. “Esses casos de vírus tipo 2 podem ter hemorragias, ter choque, uma série de problemas que podem, inclusive, levar o paciente a óbito. Quem nunca teve dengue, pode pegar pela primeira vez a do tipo 2 e pode desenvolver sintomas mais graves”, explica.
Agente utiliza nebulizador para matar mosquito Aedes aegypti em Ribeirão Preto
Alexandre Sá/EPTV
O infectologista alerta também que a forma mais eficaz de se evitar uma epidemia de dengue é eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, que além dessa doença também é capaz de transmitir o vírus da Zika, a Chikungunya e a Febre Amarela.
“A gente tem que pegar umas horas por semana para eliminar criadouros, verificar vasos, verificar caixas d’água, para ver se não estão destampadas, limpar o quintal, limpar o terreno, porque quanto mais próximo o foco do Aedes estiver, maior a chance de as pessoas ficarem doentes”, conclui.
Quem já passou pela experiência sabe bem a importância da prevenção. É o caso da vigilante Adenira dos Santos Silva, que foi diagnosticada com dengue duas vezes e precisou ficar 15 dias em casa, afastada do trabalho, para se recuperar da última infecção.
“Cheguei a ir ao médico e tomar soro duas vezes por dia. Então, todo mundo tem que tomar muito cuidado. Eu tomo cuidado com os ralos, coloco sal e alvejante nos ralos, viro os baldes, tudo para não deixar água parada e pegar dengue de novo”, afirma.
Larvas de mosquito da dengue
Jéssica Alves/G1
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