RESPEITO, LIBERDADE E JUSTIÇA: PODER SOCIAL

Vivemos dias estranhos. As pessoas querem respeito, liberdade e justiça, mas se esquecem de que tudo isso é uma via de mão dupla.
Atraímos respeito na medida em que tratamos as pessoas com ele; por mais que encontremos desajustados no caminho, a prática deve ser incansável,  pois não há convívio social harmônico e produtivo sem respeito às pessoas, sobretudo àquelas que pensam de forma diferente da nossa.
Liberdade e Justiça caminham juntas; são faces da mesma moeda, já que sem uma a outra não existe. Falar em liberdade nos remete, também,  à ideia anterior de respeito pois, sem este, acrescentando-se a irresponsabilidade, tem-se a libertinagem.
A justiça, por sua vez, alicerçada no respeito ao próximo e nas liberdades individuais, emerge como uma realidade social, e não apenas fruto da burocracia estatal. Antes de se constituir numa estrutura de poder, ela é fruto social e cultural dos diferentes povos, que a veem de forma umbilicalmente ligada às suas tradições. 
Daí porque, em alguns países, por exemplo, a corrupção é transgressão social quase tão grave quanto um homicídio . Os traços culturais e sociais são determinantes para que a ideia ou o conceito de justiça em um país se constitua, e os parâmetros de comparação entre as várias noções existentes somente tem cabida quando sociedades com traços culturais e sociais similares são analisadas.
Isso explica muita coisa, principalmente no Brasil. Infelizmente, não se tem um histórico nacional que nos prive, em qualquer momento, das mazelas que atualmente afligem o país. Vive -se um constante déjavu no que concerne à falta de respeito, às pessoas, ao cerceamento das liberdades individuais (sobretudo a de expressão), bem como a crises envolvendo a justiça enquanto estrutura de poder e ideário em que se constitui. 
A chave da verdadeira mudança, portanto, não está no poder constituído, mas, sim em cada cidadão (sobretudo os que integram a estrutura de poder), e na sociedade como um todo, que forma a consciência coletiva capaz de mudar os rumos de um país. 
Extraído do blog “Reflexões Cotidianas”

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