Secretário interino de Segurança Nacional dos EUA deixa cargo

Kevin McAleenan estava no cargo há seis meses

Kevin McAleenan estava no cargo há seis meses Yuri Gripas/Reuters – 7.10.2019

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (11) que o secretário interino de Segurança Nacional, Kevin McAleenan, deixará o cargo.

“Kevin McAleenan fez um trabalho excepcional como secretário interino de Segurança Nacional. Trabalhamos bem juntos diminuindo a migração na fronteira. Agora, depois de muitos anos no governo, Kevin quer passar mais tempo com sua família e ir para o setor privado”, escreveu Trump no Twitter.

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“Parabéns pelo trabalho bem feito, Kevin! Anunciarei o novo secretário interino na próxima semana. Muitos candidatos maravilhosos!”, concluiu o presidente americano.

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Ex-chefe da Agência de Proteção Alfandegária e Fronteiras dos EUA (CBP), McAleenan foi o quarto secretário de Segurança Nacional de Trump em menos de três anos na Casa Branca.

McAleenan havia substituído interinamente Kirstjen Nielsen no cargo há seis meses. Ela acabou demitida pela insatisfação de Trump com os resultados da estratégia adotada pelo órgão para conter a migração pela fronteira sul do país.

Antes de Nielsen, ocuparam o posto o general reformado John Kelly, que depois foi chefe de gabinete de Trump, e Elaine Duke.

O agora ex-secretário de Segurança Nacional assumiu o comando do órgão durante uma grande alta no número de migrantes que chegava aos EUA para pedir asilo.

Embora maio tenha sido o mês com maior fluxo migratório desde 2006, com a detenção de 132 mil pessoas que cruzaram a fronteira sem permissão, o número tem caído desde então.

Sob a gestão de McAleenan, os Estados Unidos assinaram acordos migratórios com México, Guatemala, El Salvador e Honduras. Na prática, os pactos limitam o direito ao asilo para os centro-americanos, uma das obsessões de Trump desde que chegou à Casa Branca.

Em comunicado, McAleenan disse que o Departamento de Segurança Nacional conseguiu um “grande progresso” nos últimos seis meses ao mitigar a crise na fronteira.

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