Sem convênio com a Setec, comércio ilegal de alimentos é retomado no HC da Unicamp  

Sem fiscalização, ambulantes voltam a vender alimentos no Hospital de Clínicas da Unicamp

Sem fiscalização, ambulantes voltam a vender alimentos no Hospital de Clínicas da Unicamp

Mesmo proibido, o comércio de alimentos e bebidas por ambulantes na área externa do Hospital de Clínicas da Unicamp (HC), em Campinas (SP), ocorre diariamente depois que o local deixou de ter fiscalização municipal.

A Setec, órgão municipal que fiscaliza o uso do solo na cidade, passou a fiscalizar o complexo hospitalar em agosto de 2017, mas o convênio acabou e precisa de renovação.

Comércio ilegal no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)Comércio ilegal no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)

Comércio ilegal no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)

A autarquia informou que retomará os trabalhos no local se outro convênio for assinado, o que deve ocorrer em breve, mas uma data não foi divulgada pelo presidente da Setec, Arnaldo Salvetti. Já a vigilância do campus não tem poder para atuar contra o comércio ilegal.

Alimentos e bebidas comercializadas na área externa da Unicamp (Foto: Reprodução/EPTV)Alimentos e bebidas comercializadas na área externa da Unicamp (Foto: Reprodução/EPTV)

Alimentos e bebidas comercializadas na área externa da Unicamp (Foto: Reprodução/EPTV)

A EPTV, afiliada da TV Globo, constatou a venda de frutas, salgados e café sem nenhuma fiscalização, inclusive, nas proximidades da entrada do HC. O comércio ainda ocorre na parte de baixo do prédio, onde entram as ambulâncias.

“Sempre compro uma pipoquinha aqui antes de dar a hora do almoço que estou indo embora para casa. Para quem fica o dia todo aqui é bem mais acessível”, disse a dona de casa Valdinéia Correia.

“O restaurante aqui é muito caro, achei bem legal”, comenta o vendedor Aparecido Burghi.

Outras pessoas preferem não comprar alimentos em barraquinhas, mesmo com preços mais baratos.

“Sinceramente eu não compro as coisas deles por causa da higiene. A gente não sabe a procedência”, afirma a dona de casa Marinete Cavalheiro.

Situação pouco melhor

A Unicamp informou que a situação melhorou em relação aos anos anteriores. Antes, a venda era feita na rampa de acesso hospital e colocava em risco funcionários e pacientes.

Devido a isso, a instituição admite estudar a regulamentação deste tipo de comercialização e encontrar um local para uma praça de alimentação popular, por meio de revitalização do espaço em frente ao hospital. Este projeto deve ficar pronto até o fim do primeiro semestre, segundo a universidade.

“A ideia são carrinhos organizados, padronizados e com fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Vigilância Sanitária (Visa) para que haja higiene e tudo para que seja organizado ”, declara o chefe de gabinete da Unicamp, Joaquim Bustorff.

Os vendedores sabem da situação irregular e temem ser retirados. Por isso, não quiseram gravar entrevistas para comentar o caso.

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