“SÓ APRENDEREMOS JUNTOS” ARTIGO EM HOMENAGEM AO DIA DO MAÇOM BRASILEIRO – 20-08

Toda a reviravolta política que temos atravessado no Brasil serviu para que, ao menos, pudéssemos fazer uma reflexão acerca de nossos defeitos e virtudes.

É bem certo que nossa sociedade anda extremamente carente de ações virtuosas, o que se torna normal em uma terra na qual o mais pobre reclama por não ter quase nada, e o mais abastado por pagar muito caro por quase tudo.

Mas essa realidade não pode nos privar de realizar uma “mea culpa” acerca do que acontece, pois não há um só político em cargo eletivo que não tenha se submetido ao voto popular (exceção feita ao presidente Temer, por razões óbvias), ou seja, nós não soubemos votar.

E isso não para por aí: além de não escolhermos bem os nossos políticos, também não conseguimos acompanhar o seu desempenho à frente da tarefa que lhes foi conferida. O interessante é que nós, enfadados com a falta de perspectiva de melhora da economia e de outros setores básicos da vida em sociedade, simplesmente “cumprimos tabela” ao votar, já que o voto é obrigatório e de qualquer modo alguém deve governar.

Toda a sociedade, de forma controvertida, mesmo indignada, mostra certa acomodação com o imbróglio político existente, que acaba por manter as mesmas pessoas ou parentes no poder.

Desde a eleição do síndico do prédio, passando pelas associações de bairro e de classe e outros tipos de entidades mais abrangentes, vemos a falta de interesse e de participação das pessoas, que permitem aqueles minimamente organizados e empenhados assumirem o comando e ali fincarem raízes.

Esse quadro preocupante e constante em nossa sociedade naturalmente se transfere para a política, o que é péssimo para o país, e deve ser objeto de mudança de comportamento, principalmente daqueles que compõem o seleto grupo da “sociedade civil organizada”.

Nesse grupo, formado em geral pela OAB, entidades de imprensa e Ong’s , encontra-se também a Maçonaria, milenar instituição, conhecida mundialmente por dedicar-se ao aprimoramento do homem e da sociedade, sempre com ênfase na ética, trabalho, estudo e por meio de ações beneficentes desenvolvidas por seus membros.

Em que pese toda a tradição e cultura adquiridas ao longo do tempo, é possível dizer que o status quo brasileiro tem surpreendido os seus integrantes, tamanho o descalabro dos desmandos que a política nacional contempla. Isso têm gerado inúmeros questionamentos e discussões acerca do melhor a fazer para aprimorar as instituições públicas e também a própria instituição, pois esta capta os seus membros da sociedade que, infelizmente, está combalida sob o ponto de vista ético.

Entende-se necessário criar mecanismos para blindar a instituição maçônica e também aquelas fundamentais à política brasileira, pois a felicidade só é boa quando compartilhada; egoisticamente desfrutada, torna-se um desvio doentio que pode culminar no sadismo.

Como não existem fórmulas mágicas para a solução de problemas, sobretudo os de natureza social, política e econômica, é preciso que todos entendam que o momento é propício à discussão de formas para melhorar o nosso país.

Nesse sentido a maçonaria do Grande Oriente de São Paulo – GOSP têm realizado esforços para discutir os temas de interesse nacional, debatendo possíveis soluções entre os seus integrantes, em um programa sob o título de “33 medidas para um Brasil Justo e Perfeito”.

Esta é uma iniciativa que merece atenção, principalmente em um ano eleitoral tão importante quanto este, e sua formatação deveria ser compartilhada com a sociedade, fomentando a busca de melhor e novo rumo para São Paulo e o Brasil.

Também demonstra que todos estamos reaprendendo a tratar a política, a gestão pública e a própria ética, não havendo este ou aquele que seja melhor do que o outro, pois todos, em algum momento, erraram ou foram enganados.

Será desse aprendizado conjunto, exemplificado pela maçonaria paulista, que todos nós poderemos crescer e superar os obstáculos que impedem a grandeza do nosso país.

Parabéns, maçons, neste dia 20 de agosto, Dia do Maçom brasileiro, por mais este bom exemplo dado!

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