Somália: sobe para 26 o número de mortos em atentado em hotel

Atentado deixou 26 mortos na Somália

Atentado deixou 26 mortos na Somália
Reprodução/ Twitter

O número de mortos após a explosão na noite de sexta-feira (12) de um carro-bomba em frente a um hotel na cidade portuária de Kismayo, no sul da Somália, e a tomada do mesmo por militantes do grupo Al Shabab, aumentou neste sábado (13) para 26, segundo fontes oficiais.

Entre as vítimas mortais estão dois americanos, um britânico, um canadense, três quenianos e três tanzanianos, segundo detalhou aos veículos de imprensa o presidente do estado regional de Jubaland, Ahmed Madobe.

Os feridos somam 56, entre eles dois cidadãos chineses, segundo declarações de Madobe divulgadas pelo meio local “Rádio Dalsan”.

Além disso, perderam a vida neste ataque a conhecida apresentadora de televisão somali-canadense Hodan Nalayeh, que tinha retornado recentemente à Somália para informar sobre histórias positivas de seu país, assim como o seu marido, Farid Jama Suleiman.

O jornalista Mohammed Omar Sahal, correspondente da rede de televisão “SBC” baseado em Kismayo, também está entre os mortos.

“Em nome do Sindicato de Jornalistas Somalis (SJS) e a fraternidade dos veículos de imprensa somalis, enviamos as mais sinceras condolências às famílias, colegas e amigos que sofreram com perda dos jornalistas Hodan Naleyeh e Mohammed Omar Sahal”, afirmou em comunicado Abdalle Ahmed Mumin, secretário-geral deste sindicato.

“Este é outro dia negro para os jornalistas somalis”, lamentou Munin.

Pelo menos quatro integrantes do Al Shabab, grupo que reivindicou a autoria dos fatos, atacaram o Hotel Asasey, com uma primeira explosão de um carro-bomba à entrada, seguida pela tomada do edifício por homens armados durante mais de 14 horas.

A missão dos EUA na Somália manifestou também suas condolências em comunicado, assim como o presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, que desejou uma pronta recuperação aos feridos.

Este é o primeiro grande ataque deste tipo em Kismayo e os especialistas locais culpam o Governo Federal e a administração local por baixar a guarda diante da aproximação das eleições regionais.

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