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 ‘Supremo fundamentou a decisão’, diz Ayres Britto sobre afastamento de Aécio 

“Quem dá a última palavra é o Supremo”, diz Ayres Britto

Em evento em São Paulo na manhã desta segunda-feira (9), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto comentou o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador e afirmou que a última palavra deve ser da Suprema Corte.

“A divisão dos poderes estabelece uma ordem tão lógica quanto cronológica da função de cada um. Tudo começa com o Legislativo, passa pelo Executivo e termina no Judiciário. E, no âmbito do Judiciário, quem dá a última palavra é o Supremo Tribunal Federal. E parece que o Supremo, pelo menos a meu juízo, fundamentou a decisão” afirmou Britto após um seminário sobre o papel da imprensa no exercício da democracia, promovido por uma faculdade particular.

Por 3 votos a 2, a Primeira Turma do STF decidiu afastar Aécio do mandato e o proibiu de sair de casa no período noturno. O episódio estremeceu a relação entre Supremo e Senado, que deve analisar a decisão dos ministros no próximo dia 17 de outubro.

Nesta quarta-feira (11), os ministros deverão julgar uma ação que pede que a Corte considere a possibilidade de rever, em até 24 horas, qualquer medida cautelar diversa da prisão imposta a deputados e senadores, caso do recolhimento domiciliar.

O ex-ministro Ayres Britto abriu um seminário sobre o papel da imprensa no exercício da democracia (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)O ex-ministro Ayres Britto abriu um seminário sobre o papel da imprensa no exercício da democracia (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)

O ex-ministro Ayres Britto abriu um seminário sobre o papel da imprensa no exercício da democracia (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)

O ex-ministro, que abriu o seminário, afirmou que o Brasil está “em trabalho de parto”, mas disse acreditar que o País sairá melhor da crise.

“É uma queda de braço que ninguém vence, um zero a zero que não se tem conversa, mas o Brasil está em trabalho de parto e eu tenho certeza de que vamos sair dessa crise repaginados”, afirmou.

Presidente do STF em 2012, o ex-ministro fez críticas ao alto índice de desemprego, disse que a saída da crise está na Constituição Federal e ressaltou a importância da aplicação da lei.

“Hoje vivemos uma situação vexatória: 14 milhões de desempregados. Precisamos de propostas para resolver esta situação baseadas na lei”, afirmou. “Não basta mudar o cara, e sim a cara. Não interessa quem, mas sim como se governa: se é de forma legal, moral, impessoal e eficiente na aplicação das leis”, disse Britto.

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