Suspeito morto pela polícia após mega-assalto à Prosegur no Paraguai era de Campinas

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, cerca de 50 ladrões fortemente armados invadiram a sede da transportadora de valores em Ciudad del Este no dia 24 de abril.

Um dos suspeitos de participar do mega-assalto à sede da transportadora de valores Prosegur no Paraguai há uma semana era de Campinas (SP), de acordo com a Polícia Civil de Campinas. O homem, de 36 anos, foi morto em um confronto com a Polícia Federal brasileira no dia 24 de abril, horas depois do assalto. O corpo dele foi sepultado em Campinas no fim de semana.

Investigações apontam indícios de que os envolvidos tenham ligação com os ataques às empresas de transporte de valores da região de Campinas nos últimos dois anos.

A Polícia Civil não informou ao G1 nesta segunda-feira (1) qual seria a função dele dentro da quadrilha e qual teria sido a participação dele no roubo do Paraguai, até a publicação da reportagem.

O roubo é considerado um dos maiores da história do Paraguai. Armados com fuzis, entre eles o modelo .50 que derruba até helicóptero, os ladrões explodiram a entrada da empresa e trocaram tiros com vigilantes. A ação durou aproximadamente três horas e eles fugiram com dinheiro.

O Ministério Público do Paraguai afirmou na última quinta-feira (27) que o valor levado é de US$ 11.720.255 (o equivalente a cerca de R$ 37 milhões).

Um policial que fazia a segurança da transportadora foi baleado e morreu. A sede da empresa fica a quatro quilômetros da Ponte Internacional da Amizade, no oeste do Paraná.

Semelhança com casos de SP

Em entrevista à radio ABC Cardinal, o ministro do Interior Lorenzo Lezcano afirmou que os assaltantes eram brasileiros. Segundo ele, a maioria dos carros usada no assalto tinha placa do Brasil, e uma vítima relatou que ouviu os criminosos falando em português. E os envolvidos seriam de uma facção criminosa que surgiu em SP.

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