Suspeitos de abuso sexual no transporte fazem programa de reeducação de SP

Acusados de abuso sexual no transporte público participam de programa de reeducação

Acusados de abuso sexual no transporte público participam de programa de reeducação

Dezesseis homens suspeitos de praticar abuso sexual no transporte público de São Paulo participaram neste domingo (8) de um programa de reeducação sobre o comportamento em ônibus e trens. Os participantes com idades entre 20 e 60 anos foram chamados a refletir dentro de um projeto do Tribunal de Justiça de São Paulo anunciado em agosto, após seguidos casos de homens ejaculando em mulheres em ônibus de São Paulo.

O sociólogo e coordenador do curso, Sérgio Barbosa, afirma que uma das ideias do curso é humanizar a mulher. “É claro que nenhuma mulher deseja ser molestada em ônibus ou trem. Se ela está usando um decote, se ela está usando uma roupa, é porque ela gosta, isso não autoriza o encoxamento, ou alguém chegar e tirar proveito dessa situação. Isso é um desrespeito contra a dignidade humana. É um desrespeito a mulher”, afirmou.

A juíza Tatiane Moreira Lima, que já foi vítima de violência, idealizou o projeto. No ano passado, um homem acusado de bater na mulher entrou no Fórum do Butantã e ameaçou colocar fogo no corpo dela. Ele acabou preso.

“É muito importante que nós mulheres tenhamos coragem de denunciar e que as testemunhas em volta se mobilizem e ajudem essa mulher. E, mais do que isso, é importante que esse homem que fez isso repense as suas atitudes para que não volte a fazer”, diz. Nesse sentido, segundo ela, a inciativa acaba sendo mais válida do que o pagamento de multa.

Todo mês chegam ao Tribunal de Justiça cerca de 50 denúncias de abuso no transporte público. Em muitos casos, o agressor já havia respondido a um processo pelo mesmo motivo. O que esse projeto agora quer é conscientizar esses homens pra que eles mudem de atitude.

Um dos participantes afirmou, pedindo para não ser identificado, que o curso leva à conscientização. “Que a gente está lidando com um ser humano e não com objeto que você compra, usa, faz dele o que quer e não quer”, afirma.

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