Anúncios

Trump e Kim iniciam encontro histórico com aperto de mãos e declarações amigáveis

Em estação de trem, sul-coreanos assistem a encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump; reunião histórica acontece em Cingapura

Em estação de trem, sul-coreanos assistem a encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump; reunião histórica acontece em Cingapura Getty Images

Donald Trump e Kim Jong-un se tornaram, nesta terça-feira (no horário local de Cingapura), os primeiros mandatários dos Estados Unidos e da Coreia do Norte a se encontrarem.

Em um hotel de luxo na ilha de Sentosa, em Cingapura, eles apertaram as mãos em frente a bandeiras dos EUA e da Coreia do Norte – após meses de idas e vindas em suas relações diplomáticas.

Depois de falarem rapidamente à imprensa, Trump e Kim seguiram para conversas privadas ao lado de tradutores. Na pauta, podem estar temas como os exercícios militares conjuntos entre os EUA e a Coreia do Sul, além do programa nuclear da Coreia do Norte.

Analistas estão divididos sobre as consequências da reunião: alguns veem nela uma propaganda desempenhada pelos líderes, enquanto outros enxergam um caminho para a paz.

Aos jornalistas, Trump afirmou prever uma “ótima relação” com Kim.

“Me sinto muito bem. Teremos uma formidável discussão e seremos tremendamente bem-sucedidos” disse o americano.

Já segundo relatou a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o líder norte-coreano comemorou: “Superamos todos os obstáculos para chegar até aqui”.

 

Kim chega a hotel em Sentosa

Kim chega a hotel em Sentosa AFP

O presidente dos EUA já afirmou que seu objetivo com o encontro era a desnuclearização unilateral e imediata da Coreia do Norte, mas em uma entrevista mais recente ao canal Fox News, o americano admitiu que “uma fase transitória poderá ser um pouco necessária”.

Já o propósito de Kim Jong-un, segundo analistas, passa por reforçar o reconhecimento internacional da Coreia do Norte como uma potência nuclear, pela abertura para o mundo exterior e para consequentes melhoras na economia do país – marcado por um regime autoritário com censura extrema e campos de trabalho forçado.

O encontro também está sendo acompanhado de perto pela Coreia do Sul, cujo conflito com a Coreia do Norte entre 1950 e 1953 foi encerrado com um trégua, mas não um tratado de paz. Uma foto divulgada por veículos de imprensa mostra o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, assistindo ao encontro através da televisão.

O histórico encontro entre Trump e Kim foi precedido por outro marco, em abril, quando Kim Jong-un e Moon-Jae-in se encontraram na fronteira entre os dois países. Na ocasião, eles se comprometeram a buscar a “completa desnuclearização” da península.

A reunião em Sentosa surpreende também diante da tendência de hostilidade observada entre os EUA e a Coreia do Norte até o início de 2018. Em setembro de 2017, Trump afirmou que iria “destruir totalmente” a Coreia do Norte e que Kim – o “pequeno homem-foguete”, segundo o americano – estava numa “missão suicida”. No mesmo mês, Kim chamou Trump de “dotard”, que significa algo como “idoso com deficiências físicas e mentais”.

Anúncios

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: