VIAGEM À CHINA E IDENTIFICAÇÃO FACIAL

Apesar de não haver nenhum gasto para os cofres públicos, a viagem de alguns parlamentares à China, para trazer informações sobre tecnologia de reconhecimento facial, não é das ações que possa ser considerada bem acertada por observadores mais atentos.

Não deveria ter inspirado o cavalo de batalha recém criado pelas declarações “elogiosas” do escritor Olavo Carvalho, considerado “guru” do presidente Bolsonaro, mas também não deve passar em brancas nuvens.

Afinal, quem vai utilizar a tecnologia, caso seja proveitosa para o Brasil, será o governo federal, em conjunto com estados e municípios, por meio de seus órgãos afetos à segurança, não o parlamento.

Além disso, nem tudo que reluz no exterior é ouro no Brasil. Essa tecnologia somente é utilizada com pleno sucesso em países com razoável padronização étnica, ou seja, que não tenham uma mistura de etnias tão acentuada como aqui .

Um sistema como esse pode ser bem sucedido na China, onde há um padrão étnico definido, ou em países escandinavos ou europeus com poucos imigrantes.

Porém, no Brasil, a miscigenação gerou um tipo de indivíduo cujas características para esse tipo de identificação são extremamente dificultadas quando pontos chaves na identificação facial não possam ser bem definidos, como no caso de brancos/caucasianos, mongoloides/ asiáticos, negroide/preto e australoide.

Melhor seria se especialistas no assunto tivessem seguido para a China, com o intuito de fazer a aferição do sistema.

Quem sabe o governo Chinês tivesse economizado uma viagem, pois a próxima, caso os parlamentares gostem do que virem, será feita por servidores públicos técnicos no assunto, que poderão dar a palavra final sobre eventual aquisição do sistema pelo governo brasileiro.

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