Vídeo viraliza denunciando o drama dos tiroteios em escolas nos EUA

Vídeo mostra itens de volta às aulas como material de autodefesa em tiroteios

Vídeo mostra itens de volta às aulas como material de autodefesa em tiroteios Reprodução/ Youtube Sandy Hook Promise

Na época de volta às aulas, os pais tentam comprar os melhores materiais para os filhos começarem um novo ano letivo, como mochilas resistentes, cadernos, lápis e canetas de qualidade e roupas novas. Mas nos Estados Unidos, as razões para decidir que tipo de material comprar pode ter outro significado.

Lançado na quarta-feira (18), o vídeo produzido pela ONG Sandy Hook Promise mostra algumas crianças mostrando os novos materiais, considerados essenciais para o novo ano letivo.

Um menino aparece tirando a nova mochila do armário, uma menina exibe as novas pastas coloridas. Tudo normal. Até que um garoto aparece falando dos novos tênis enquanto foge de um atirador dentro do colégio.

O vídeo também mostra uma menina usando um agasalho para bloquear a porta da quadra e outra dizendo que sua meia nova pode fazer um torniquete em uma amiga que foi baleada. Dentro de uma sala de aula, duas crianças aparecem segurando uma tesoura e lápis apontados, caso precisem se proteger.

O vídeo acaba com uma menina mandando uma mensagem para a mãe escrito “mãe, eu amo você”, enquanto se esconde do atirador dentro do banheiro.

Publicado no Twitter, o vídeo passou de 2 milhões de visualizações em menos de 12 horas.

Normalização de tiroteios em massa

Tiroteios em massa dentro de escolas nos Estados Unidos se tornaram uma triste realidade. Em 2012, 20 crianças e 6 adultos foram assassinados na escola de educação infantil Sandy Hook, em Connecticut.

O massacre não foi o único. Em fevereiro de 2018, outros 17 jovens morreram em um colégio de Parkland, na Flórida.

A chance de tiroteios em escolas se tornou tão comum que professores aprenderam a fazer torniquetes, caso precisem salvar um aluno baleado, e mochilas à prova de balas começaram a ser comercializadas.

Sandy Hook Promise

Depois do massacre, pais criaram a ONG Sandy Hook Promise para “honrar os mortos por violência armada e usar a tragédia em um momento de transformação providenciando programas e treinos que protejam as crianças da violência”, como explicado no site da organização.

Além de Sandy Hook, sobreviventes do massacre de Parkland também tomaram medidas para alertar sobre a violência em escolas e fizeram protestos pedindo que autoridades tomassem uma medida para restringir o acesso a armas.

Nos Estados Unidos, porte e posse de armas é liberado na Segunda Emenda da Constituição, escrita em 1776, e os estados têm liberdade para decidir quão livremente os habitantes podem comprar e manter armas em casa.

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