EUA: MOVIMENTOS PERIGOSOS DE TRUMP INICIAM RECONFIGURAÇÃO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

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Após sua posse como presidente dos EUA, Donald Trump tem se dedicado a remodelar a forma de relacionamento do seu país com o mundo.

Afirma categoricamente que muitos levaram vantagens em relações comerciais com os EUA, e que o povo americano perdeu a respeitabilidade que tinha, atribuindo essa situação ao seu antecessor, Joe Biden.

Dentro de sua ideia um tanto lúdica de submissão do mundo aos interesses dos EUA, o presidente Donald Trump parece ter se esquecido de perguntar aos demais stakeholders das relações internacionais se estes concordam com isso. Aliás, nem seria preciso perguntar, consideradas as manifestações de alguns deles, como o Canadá e a China. Somente os mais dependentes da economia americana, como o México e o Brasil adotaram cautela em seu posicionamento, a fim de evitar problemas maiores.

Mas o que esperar dessa grande chacoalhada nas relações internacionais? Será que isso levará alguma vantagem aos EUA? E a Europa, como fica?

A julgar pelas reações do bloco europeu, está em andamento a reformulação de sua política externa, com o recrudescimento do armamentismo e do protecionismo, como forma de barrar avanços americanos e a redução da soberania das nações do bloco, o que pode explicar, também, a reação europeia à obscena proposta discutida entre a Rússia e os EUA sobre o fim da guerra na Ucrânia, por meio da qual o país atacado seria praticamente loteado entre as duas potências.

Todos, menos Donald Trump, duvidam das intenções de Vladimir Putin. Só ele crê que a sanha do moderno czar russo terminará na Ucrânia. Todos os líderes europeus, por conhecê-lo bem, vislumbram novos ataques a outras nações próximas, como uma tentativa de restabelecer a antiga União Soviética.

Se o presidente dos EUA insistir nessa linha de negociação e relacionamento internacional, isolará o seu país, já que outros blocos, já formados, ou em formação, poderão estabelecer novos patamares de convívio diplomático e comercial no mundo, alterando completamente a ordem existente, desta feita ignorando ou reduzindo a presença americana a algo menos relevante.

Se isso acontecer, a economia americana, que já demonstra sinais recessivos, poderá mergulhar em um cenário assustador, caso cadeias paralelas de comércio forem estabelecidas pelas nações do mundo desconsiderando os EUA como parceiro ou o dólar como moeda para transações.

Muito melhor do que impor uma hegemonia forçada, seria atuar com negociação respeitosa aos conflitos existentes e estabelecer uma diplomacia pragmática nos negócios, porém humanizada, o que naturalmente elevaria o conceito dos EUA perante o mundo.

Não é demais lembrar que retaliações, imposições, ofensas e desfeitas jamais se constituíram em elementos adequados de diplomacia ou relações comerciais. Em algum momento, os EUA perceberão isso. 

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Sobre José Vieira 202 artigos
Professor, Jornalista, Bacharel em Direito(com OAB), Servidor Público, Pós-graduado em Direito da Comunicação Digital, MBA em Gestão Pública, Pós-graduado em Direito Administrativo

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